
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou o latrocínio de um casal de idosos ocorrido no fim de junho, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A principal suspeita, uma diarista de 30 anos, foi indiciada por dois crimes de roubo com resultado morte e permanece presa desde o dia 2 de julho.
Além dela, outros quatro homens foram indiciados por receptação qualificada após adquirirem objetos roubados da residência das vítimas. Segundo a PCMG, eles compareceram espontaneamente ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), acompanhados de advogados, alegando desconhecer a origem ilícita dos bens e devolvendo os itens. Por esse motivo, poderão ter a pena reduzida por arrependimento posterior, conforme prevê o artigo 16 do Código Penal.
As investigações foram conduzidas pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo, vinculada ao Depatri. Até o momento, a polícia afirma não ter encontrado indícios da participação de outras pessoas no crime.
As vítimas, um homem de 75 anos e uma mulher de 76, foram encontradas mortas no apartamento onde moravam, no dia 30 de junho. Os corpos apresentavam ferimentos provocados por instrumento perfurocortante e sinais de defesa. Os investigadores também identificaram uma gaveta revirada no quarto do casal e constataram o desaparecimento de celulares e diversos objetos de valor.
Como não havia sinais de arrombamento, a investigação passou a focar em pessoas que tiveram acesso autorizado ao imóvel. Segundo a PCMG, a diarista havia sido contratada para realizar um serviço de limpeza e estava na residência pela primeira vez.
De acordo com a investigação, a suspeita já teria planejado o crime antes de chegar ao apartamento. A Polícia Civil informou que ela possui histórico de roubos praticados com o uso de medicamentos de efeito sedativo para reduzir a capacidade de reação das vítimas. Esse mesmo método teria sido utilizado contra o casal, seguido de violência física que resultou nas mortes.
A mulher foi presa em flagrante no dia 2 de julho, em um hotel na cidade de Itabira, na região Central de Minas Gerais, onde estava com o filho menor de idade. Conforme a polícia, há indícios de que ela pretendia fugir para o Rio Grande do Sul.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 18,8 mil em dinheiro, celulares, relógios, joias, semijoias, bolsas, perfumes, roupas, óculos, uma faca e 165 comprimidos de um medicamento com efeito sedativo.
No decorrer das investigações, outras pessoas procuraram o Depatri relatando terem sido vítimas da mesma suspeita. Segundo a Polícia Civil, foram identificados mais quatro crimes com o mesmo modo de atuação, em que a investigada dopava as vítimas para facilitar furtos e roubos. Parte dos bens levados de um dos casais foi localizada na casa da mulher e devolvida aos proprietários.
Entre os materiais recuperados estão R$ 18,8 mil em espécie, 14 relógios, dois celulares, oito frascos de perfume, brincos, anéis, pulseiras, pingentes, cordões, 11,2 gramas de ouro fundido, além de roupas, casacos e pares de tênis.
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