
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) novas imagens registradas durante a missão STS-80 do ônibus espacial Columbia, realizada entre 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996. Os arquivos mostram um objeto não identificado em órbita baixa da Terra e fazem parte de uma nova leva de documentos liberados pelo governo norte-americano sobre fenômenos anômalos não identificados (UAPs, na sigla em inglês).
De acordo com a análise divulgada pelo Departamento de Guerra, o objeto apresenta um movimento de rotação ou tombamento em torno do próprio eixo, comportamento considerado compatível com um corpo em órbita livre. Apesar das imagens, o governo não apresentou uma explicação definitiva sobre a origem ou a natureza do fenômeno registrado pelos astronautas da missão.
As gravações foram feitas durante a missão STS-80, uma das mais longas da história do programa dos ônibus espaciais da NASA. A missão teve duração de 17 dias e foi dedicada à realização de experimentos científicos em microgravidade e à observação da Terra. Embora as imagens já fossem conhecidas por pesquisadores e entusiastas, esta é a primeira vez que o material é divulgado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos como parte de um processo de desclassificação de documentos.
A publicação integra o programa Pursue (Sistema Presidencial de Abertura e Relatório para Encontros com UAPs), criado para ampliar a transparência sobre ocorrências envolvendo fenômenos aéreos e espaciais ainda sem explicação. A iniciativa reúne arquivos produzidos por diferentes órgãos, incluindo o Departamento de Defesa, a NASA, o FBI e a CIA.
As autoridades norte-americanas reforçam que a classificação de um objeto como UAP ou OVNI não representa evidência de tecnologia extraterrestre. O termo é utilizado para designar qualquer fenômeno que não possa ser identificado imediatamente com base nas informações disponíveis. Em muitos casos, investigações posteriores apontam explicações convencionais, enquanto outros registros permanecem inconclusivos.
A divulgação faz parte de uma política de maior transparência adotada pelo governo dos Estados Unidos em relação aos UAPs. Desde maio deste ano, centenas de documentos, imagens, vídeos e relatórios históricos vêm sendo disponibilizados ao público, alimentando o interesse da comunidade científica e de pesquisadores especializados, que seguem analisando os registros em busca de explicações para os fenômenos observados.
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