
A Prefeitura de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, investiga um caso de envenenamento em massa de cães comunitários ocorrido na última terça-feira (23), no bairro Alto Maranhão. Ao todo, 21 animais foram encontrados com suspeita de intoxicação. Dezoito morreram e outros três permanecem internados sob cuidados veterinários.
O caso aconteceu na Travessa Joaquim Pinto e mobilizou a Gerência de Proteção e Defesa dos Animais logo após as primeiras denúncias. A administração municipal informou que acionou a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Ministério Público para auxiliar nas investigações.
As apurações estão sendo conduzidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, que atua em conjunto com os demais órgãos responsáveis. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do ocorrido. Além dos 18 cães mortos e dos três que seguem em tratamento, a corporação também recebeu o registro do desaparecimento de outros cinco cães da região.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os animais tenham sido vítimas de envenenamento, mas a causa das mortes ainda depende da conclusão dos exames necroscópicos, que já foram solicitados.
A corporação informou ainda que uma equipe exclusiva foi designada para conduzir as diligências e reunir provas que possam esclarecer o caso.
A Prefeitura de Congonhas também pediu a colaboração da população. Informações que possam contribuir com a identificação dos responsáveis podem ser repassadas às autoridades competentes.
O envenenamento de animais é considerado crime ambiental. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), com alterações promovidas pela Lei nº 14.064/2020, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, para casos de maus-tratos contra cães e gatos.
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