
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal realizaram nesta terça-feira (23/6) a Operação Rede de Fumaça, ação nacional voltada ao combate da comercialização de cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida no Brasil. Durante a operação, mais de 25 mil dispositivos eletrônicos para fumar foram apreendidos em diferentes regiões do país.
Além dos cigarros eletrônicos, as equipes recolheram cerca de 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados. Segundo os órgãos responsáveis, a iniciativa busca reduzir a circulação de produtos irregulares no mercado e reforçar a proteção da saúde pública.
A Anvisa destaca que os dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos popularmente como vapes ou cigarros eletrônicos, não têm comercialização autorizada no Brasil. A proibição está prevista na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024.
De acordo com a agência, os cigarros eletrônicos representam riscos à saúde e despertam preocupação principalmente pelo crescente uso entre jovens e adolescentes. Autoridades sanitárias alertam que esses produtos frequentemente são apresentados como alternativas menos nocivas ao cigarro tradicional, o que pode estimular o consumo precoce.
Estudos citados pela Anvisa indicam que o uso de cigarros eletrônicos pode servir como porta de entrada para o tabagismo convencional. Pesquisas apontam que usuários desses dispositivos apresentam maior probabilidade de migrar para o consumo de cigarros tradicionais quando comparados a pessoas que nunca utilizaram os produtos.
A Operação Rede de Fumaça faz parte das ações de fiscalização e combate ao comércio irregular de produtos proibidos, fortalecendo o controle sobre mercadorias que podem representar riscos à saúde da população.
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