
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25), acende um alerta para a baixa proteção de adolescentes contra o papilomavírus humano (HPV) no Brasil, mesmo com a vacina disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os dados indicam que somente 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram ter certeza de que receberam a vacina contra o HPV.
De acordo com o levantamento, a cobertura vacinal entre adolescentes segue abaixo do ideal, especialmente quando analisada a aplicação completa das doses recomendadas.
O cenário preocupa especialistas, já que o HPV é responsável por diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta, além de outras doenças.
A vacina é indicada principalmente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária considerada mais eficaz para a imunização.
O levantamento também apontou que 30,4% dos estudantes entre 13 e 17 anos já haviam iniciado a vida sexual. Em relação à idade média da primeira relação, os dados indicam início aos 13,3 anos entre os meninos e aos 14,3 anos entre as meninas.
As informações, reunidas pelo IBGE em 2024, também indicam uma queda de 8 pontos percentuais na proporção de estudantes vacinados em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019.
O estudo também destaca importância da adesão dos pais e responsáveis para aumentar a cobertura e garantir a proteção dos jovens.
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