
A Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou pedidos de informação à Prefeitura sobre problemas no funcionamento da rede SUS-BH. Entre os principais pontos estão a dificuldade de comunicação com pacientes, demora em filas e falhas na realização e entrega de exames.
Os questionamentos foram encaminhados ao prefeito Álvaro Damião e às secretarias municipais de Governo e de Saúde.
Comunicação limitada
Um dos problemas apontados é a falta de canais diretos entre usuários e centros de saúde.
Segundo o presidente da comissão, José Ferreira, muitos pacientes precisam ir até a unidade apenas para obter informações simples. Os vereadores querem saber se existem alternativas ao atendimento presencial e o que foi feito, até agora, para melhorar esse contato.
Exames mais lentos
Também entrou na pauta a mudança na realização de exames de rotina, como sangue, fezes e urina.
Relatos indicam que o atendimento, antes feito sem necessidade de agendamento, passou a exigir marcação prévia, o que pode ter aumentado o tempo de espera. A comissão pede explicações sobre a alteração e se há acúmulo de demanda.
Resultados indisponíveis
Outro ponto levantado é a dificuldade para obter resultados de exames.
Pacientes relatam que algumas unidades deixaram de fornecer os documentos impressos, o que tem gerado transtornos, principalmente quando é preciso apresentar os resultados em consultas ou atendimentos especializados.
Filas sob análise
Os vereadores também pedem dados sobre o tamanho das filas no SUS da capital.
O vereador Pablo Almeida quer informações sobre o número de pacientes aguardando consultas, exames e cirurgias, além das áreas com maior tempo de espera. Já Neném da Farmácia solicitou dados específicos sobre exames como endoscopia e colonoscopia.
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