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Anvisa proíbe venda de fórmula infantil Aptamil após detecção de toxina em lotes

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi iniciado pela própria fabricante após a identificação do problema em testes internos

19/03/2026 às 10h47
Por: Cristiane Cirilo
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Aptamil | Governo Federal
Aptamil | Governo Federal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 - 800g, produzida pela Danone, após a identificação de contaminação por toxina.

A medida foi adotada nesta quinta-feira (19) depois que a própria fabricante comunicou o recolhimento voluntário do produto. Segundo a agência, análises realizadas pela empresa detectaram a presença da toxina cereulida, substância associada à bactéria Bacillus cereus.

De acordo com o comunicado, três lotes devem ser retirados do mercado: 2026.09.07 (fabricação em 8 de março de 2025), 2026.10.03 (fabricação em 3 de abril de 2025) e 2026.09.09 (fabricação em 10 de março de 2025).

O produto é indicado para lactentes de até seis meses de idade.

A Anvisa alerta que a cereulida pode causar sintomas como vômito persistente, diarreia e letargia — caracterizada por sonolência excessiva e redução da capacidade de reação. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir com maior comprometimento do estado geral.

Por se tratar de um alimento voltado a recém-nascidos, o risco é considerado mais sensível, o que motivou a adoção imediata da medida.

A recomendação é que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso na embalagem antes de utilizar o produto. Caso pertença a um dos lotes afetados, a fórmula não deve ser consumida.

A agência orienta que os consumidores entrem em contato diretamente com a Danone, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), para obter informações sobre troca ou devolução.

Se a criança apresentar sintomas após o consumo, a orientação é procurar atendimento médico e informar o histórico alimentar, preferencialmente com a embalagem do produto em mãos.

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi iniciado pela própria fabricante após a identificação do problema em testes internos. A decisão de proibir a venda e o uso dos lotes segue protocolos de segurança sanitária para evitar riscos à saúde pública.

O caso segue sendo monitorado pelas autoridades.

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