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Juros do crédito sobem e cartão parcelado chega a 194,9% ao ano

Banco Central aponta alta nas taxas para famílias e empresas em janeiro

26/02/2026 às 16h55
Por: Vitória Carneiro
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Divulgação: Internet
Divulgação: Internet

Os juros médios cobrados nas operações de crédito para famílias e empresas voltaram a subir em janeiro de 2026, conforme dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito.

Segundo o Banco Central, a taxa média para pessoas físicas alcançou 61% ao ano, com alta de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,7 pontos percentuais em relação a janeiro de 2025. O resultado reflete o comportamento do crédito livre, modalidade em que as instituições financeiras têm autonomia para definir taxas e condições.

Um dos principais destaques foi o avanço do cartão de crédito parcelado, que subiu 6,8 pontos percentuais no mês e 17,7 pontos percentuais em 12 meses, atingindo 194,9% ao ano. Já o crédito rotativo, utilizado quando o consumidor paga apenas parte da fatura, continua com os juros mais elevados do mercado. Apesar de queda mensal de 13,7 pontos percentuais e recuo de 26,3 pontos percentuais em 12 meses, a taxa permaneceu em 424,5% ao ano.

Também houve aumento nas taxas de crédito pessoal não consignado, financiamento de veículos e crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

No caso das empresas, a taxa média do crédito livre chegou a 25,2% ao ano em janeiro, com alta de 1,6 ponto percentual no mês e de 1,1 ponto percentual em 12 meses. Segundo o Banco Central, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nas taxas de desconto de duplicatas e recebíveis, além da elevação nas modalidades de capital de giro com prazo superior a 365 dias, cheque especial e cartão rotativo empresarial.

No crédito direcionado, que segue regras definidas pelo governo e atende principalmente os setores habitacional, rural e de infraestrutura, a taxa média para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano, estável no mês e com leve redução em 12 meses. Para empresas, os juros atingiram 13% ao ano, com alta mensal e recuo na comparação anual.

Os dados reforçam a diferença entre crédito livre, mais sensível às condições de mercado, e crédito direcionado, que opera com parâmetros regulatórios específicos e, em geral, taxas inferiores.

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