
O governo federal adiou a decisão de encerrar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina após a nova alta do preço internacional do petróleo, provocada pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
A medida seria anunciada nesta semana, mas foi suspensa devido ao cenário de instabilidade gerado pelos recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã, que elevaram o temor de problemas no abastecimento global de petróleo e pressionaram as cotações da commodity.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo optou por agir com cautela para evitar que a retirada do benefício resulte em um aumento imediato no preço da gasolina para os consumidores. A equipe econômica continuará monitorando o mercado internacional antes de definir uma nova data para o fim da subvenção.
O subsídio foi criado para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a população e o setor produtivo. Com a manutenção do benefício, o governo busca evitar novos reajustes enquanto acompanha a evolução do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado de energia.
Além do adiamento do fim do subsídio, o governo também decidiu remarcar a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que discutiria medidas para o setor de combustíveis.
A expectativa é que uma nova avaliação seja feita nos próximos dias, de acordo com o comportamento do preço do petróleo e a estabilidade do mercado internacional.
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