
A disputa pela herança avaliada em cerca de R$ 4 bilhões deixada pelo ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso chegou à Justiça e acirra um conflito familiar aberto após a morte do político, em fevereiro de 2025. A ação, movida pelo comerciante Bruno Alves da Silva Cardoso, de 47 anos, busca o reconhecimento de seus direitos hereditários sobre o espólio milionário, argumentando que não há motivação puramente financeira, mas a reparação do que prevê a legislação sucessória brasileira.
Segundo relatos, Bruno, reconhecido formalmente como filho de Cardoso em cartório, nunca teria recebido qualquer apoio ou participação nos bens do ex-governador, apesar de vínculo estabelecido em vida. A exclusão de alguns herdeiros da divisão dos ativos foi objeto de questionamentos legais, acentuando o debate sobre a necessidade de uma partilha equitativa, conforme o ordenamento jurídico civil.
A polêmica envolve não apenas valores bilionários, mas também o legado de um dos nomes históricos da política mineira. Newton Cardoso, que exerceu mandato como governador entre 1987 e 1991 e atuou em diversas outras esferas públicas e empresariais, faleceu aos 86 anos após tratamento contra um câncer, deixando um patrimônio considerável e agora alvo de litígio.
A definição final sobre a partilha ocorrerá no âmbito judicial, com possível impacto na forma como grandes heranças patrimoniais são tratadas no Brasil.
O processo segue em tramitação, com expectativa de movimentar advogados e familiares nas próximas semanas. A parte envolvida afirma que não busca confronto, mas igualdade no reconhecimento de direitos.
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