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Câmara de BH aprova lei que pune constrangimento contra vigilantes em serviço

Proposta estabelece sanções administrativas para atos de humilhação, ameaça e violência contra profissionais em serviço

12/02/2026 às 19h00
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução/CMBH
Reprodução/CMBH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em definitivo, nesta quinta-feira (12), o projeto de lei que proíbe o constrangimento a vigilantes no exercício da profissão. A proposta, de autoria do vereador Irlan Melo (Republicanos), cria multas administrativas para quem praticar atos de desrespeito, intimidação ou violência contra esses profissionais.

A votação ocorreu no plenário da Casa Legislativa e o texto agora segue para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil).

De acordo com o projeto, passam a ser consideradas infrações administrativas condutas como humilhação, ameaça, ofensa verbal, comportamento ofensivo e violência contra vigilantes uniformizados e em serviço, independentemente de possíveis responsabilizações na esfera penal.

Segundo o autor da proposta, a iniciativa tem como finalidade assegurar proteção, dignidade e respeito à atuação dos vigilantes, tanto no setor público quanto no privado. O vereador defende que a categoria frequentemente enfrenta situações de assédio, desrespeito e incompreensão no desempenho de suas funções.

A regulamentação dos valores das multas e dos procedimentos de fiscalização ficará a cargo do Poder Executivo municipal.

Outros projetos aprovados

Durante a mesma sessão, os vereadores aprovaram, por unanimidade, em primeiro turno, o projeto de lei que cria o Programa Municipal de Proteção e Valorização dos Profissionais de Limpeza Urbana (Prograri).

A proposta, de autoria do vereador Bruno Pedralva (PT), estabelece que a segurança física dos garis passa a ser dever do município, além de prever fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), criação de protocolos de acompanhamento psicológico e oferta de assistência jurídica integral em casos de violência.

O projeto foi motivado pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, ocorrido em agosto de 2024, durante o expediente de trabalho.

Entre as medidas previstas estão:
- instalação de cabines de proteção nos caminhões de coleta;

- aquisição de câmeras de monitoramento;

- implantação de dispositivos com GPS e botão de emergência;

- criação de um canal direto de denúncias para registro de ameaças e agressões.

Alterações na política urbana

Também foi aprovado, em primeiro turno, um projeto enviado pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) que altera a legislação municipal relacionada aos instrumentos de política urbana.

O texto detalha as finalidades da desapropriação urbanística, instrumento utilizado pelos municípios para aquisição de imóveis que não cumprem sua função social.

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