
A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) concluiu o inquérito sobre a morte da personal shopper, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, que foi assassinada na madrugada de 14 de dezembro de 2025, dentro do apartamento onde vivia com o companheiro, em Belo Horizonte (MG).
O principal suspeito, Alisson de Araújo Mesquita, de 43 anos, teria simulado um acidente de trânsito na rodovia MG-050, em Itaúna (MG), para tentar fazer parecer que a morte fosse consequência da batida, estratégia que não resistiu à investigação policial.
Segundo a perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Henay foi morta por asfixia por constrição cervical externa, com sinais de traumatismo cranioencefálico, ainda no apartamento do casal, antes de ser colocada no veículo. Após o crime, Alisson teria colocado o corpo dela no banco do motorista e seguido pela rodovia com a vítima já sem sinais vitais.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram momentos antes e depois da morte, incluindo o suspeito levando o corpo para o carro. Testemunhas no pedágio na MG-050 notaram que Henay estava aparentemente desacordada ao volante enquanto Alisson dirigia a partir do banco do passageiro.
A estratégia de forjar um acidente foi reforçada quando o veículo de Alisson colidiu de frente com um micro-ônibus. A perícia constatou ausência de marcas de frenagem e padrões típicos de colisões reais, além disso, a vítima apresentava rigidez e corpo frio, indicando que já estava morta antes do impacto.
Investigadores também recolheram vestígios no apartamento, incluindo manchas de sangue no sofá e no chão, além de material genético sob as unhas da vítima que correspondia ao suspeito.
Segundo a Polícia Civil, o histórico do assassino inclui registros anteriores por violência doméstica e direção sob efeito de álcool. Familiares relataram um relacionamento conturbado, com episódios de agressão antes do homicídio.
Alisson foi preso preventivamente no dia 15 de dezembro de 2025, ainda durante o velório de Henay. Ele foi indiciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
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