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Trump acusa Brasil de tarifas abusivas e anuncia novas avaliações comerciais

Presidente americano cita países como Brasil, China e União Europeia e promete medidas a partir de abril.

05/03/2025 às 13h00
Por: Redação
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Foto: Divulgação
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (4) que o Brasil impõe tarifas comerciais injustas ao seu país e anunciou que, a partir de 2 de abril, novas tarifas recíprocas serão aplicadas. Durante seu discurso na sessão conjunta do Congresso americano, Trump incluiu o Brasil entre os países que, segundo ele, “cobram demais dos Estados Unidos”, citando ainda a União Europeia, China, México e Canadá.

“Não permitiremos mais que os Estados Unidos sejam explorados por outros países. Vamos importar tarifas recíprocas”, declarou Trump, reforçando a sua política protecionista. Ele destacou que medidas como essa já resultaram em um aumento de US$ 1,7 trilhão em investimentos no país, mencionando a fabricante taiwanesa de aceleração TSMC, que decidiu investir US$ 100 bilhões nos EUA para evitar as novas tarifas. “Essa política comercial será excelente para os fazendeiros americanos”, acrescentou.

O pronunciamento de Trump foi marcado por tensão, com protestos da oposição democrata. O congressista Al Green foi removido do plenário após interrupção do discurso. Mesmo assim, o presidente destacou medidas adotadas por seu governo, incluindo cortes na burocracia federal e mudanças na política de imigração. Ele também celebrou a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Trump aproveitou a ocasião para atacar seu antecessor, Joe Biden, a quem classificou como “o pior presidente da história dos Estados Unidos”. Ele culpou Biden pelo aumento da inflação e defendeu um novo corte de impostos. “Agora, pela primeira vez na história moderna, os americanos acreditam que nosso país está indo na direção certa”, afirmou.

O presidente americano ainda citou o bilionário Elon Musk, elogiando seu trabalho à frente do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), responsável por reestruturar agências públicas e reduzir a força de trabalho federal. No entanto, as ações do órgão têm sido alvo de questionamentos legais, incluindo possíveis riscos de privacidade e riscos à segurança nacional, com alerta crítico para impactos negativos na manutenção de armamentos nucleares.

O discurso reforça a postura protecionista de Trump e pode gerar novas negociações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil, impactando setores estratégicos da economia brasileira.

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