
A polícia de choque francesa utilizou gás lacrimogêneo e avançou contra manifestantes na cidade de Lyon, nesta quinta-feira (5), durante uma onda de protestos e uma greve nacional de servidores públicos. As manifestações também ocorreram em outras cidades, como Paris, Marselha e Nantes, em meio à insatisfação com o custo de vida, os salários e as condições dos serviços públicos.
Em Lyon, parte dos manifestantes gritou palavras de ordem contra a polícia. Alguns participantes vestiam roupas pretas e estavam com os rostos cobertos. Segundo o Ministério do Interior francês, centenas de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança na cidade. A pasta informou que a situação foi contida, embora a tensão permanecesse elevada.
Os protestos foram convocados por sindicatos e receberam apoio de grupos estudantis. Entre as reivindicações estão melhores salários, reforço dos serviços públicos e investimentos na educação.
França mobiliza 70 mil agentes de segurança
Diante da possibilidade de novos episódios de violência, as autoridades mobilizaram aproximadamente 70 mil policiais e integrantes da Gendarmaria em todo o território francês. A estimativa do serviço de inteligência interno era de que entre 500 mil e 700 mil pessoas participassem das manifestações na região de Paris.
Na capital, estudantes do ensino médio e outros manifestantes também tiveram confrontos com a polícia de choque. Uma rua chegou a ser bloqueada com lixeiras durante os protestos.
A Torre Eiffel permaneceu fechada nesta quinta-feira em razão da greve. A paralisação também afetou a produção de energia nuclear do país, embora não tenham sido registrados problemas graves na rede de transportes.
Escola é atingida por incêndio
Outro episódio de violência foi registrado nas proximidades de Toulouse, no sudoeste da França. Uma escola de ensino médio foi atingida por um incêndio após o lançamento de fogos de artifício contra o prédio, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Interior. Alunos e funcionários precisaram deixar o local.
As manifestações ocorrem após uma sequência de episódios de tensão social no país. Em 17 de outubro, tumultos e saques provocaram danos a estabelecimentos comerciais e prédios públicos, aumentando a pressão sobre o governo do presidente Emmanuel Macron.
A mobilização desta quinta-feira representa mais um desafio ao governo francês, que enfrenta protestos relacionados à situação econômica e à qualidade dos serviços públicos.
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