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Reconhecimento facial ajuda PMMG a prender mais de 2,5 mil foragidos da Justiça em Minas

Tecnologia utilizada desde 2025 permite identificar pessoas com mandados de prisão em aberto e enviar alertas em tempo real às equipes de patrulhamento; cerca de 70% dos casos envolvem crimes como tráfico, roubo, homicídio e estupro

05/11/2026 às 16h12
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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A tecnologia de reconhecimento facial tem reforçado o trabalho da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) no combate à criminalidade. Desde o início de 2025, mais de 2,5 mil pessoas com mandados de prisão em aberto foram localizadas e presas no estado com o auxílio da ferramenta, que permite identificar suspeitos por meio de câmeras de videomonitoramento e encaminhar alertas em tempo real às equipes que atuam nas ruas.

De acordo com o balanço divulgado pelo Governo de Minas, aproximadamente 70% das prisões realizadas com apoio do sistema estão relacionadas a mandados por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, estupro e ameaça. Outros 17% correspondem a ordens judiciais de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia.

Um dos casos que demonstram a utilização da ferramenta ocorreu em maio de 2026, no Centro de Belo Horizonte. Um alerta gerado pelo sistema levou policiais militares até um homem que circulava pela Rua Curitiba. Ele era procurado pela Justiça do Distrito Federal e tinha sete mandados de prisão em aberto, que, somados, representavam mais de 40 anos de pena.

Como funciona o reconhecimento facial

O sistema opera de forma integrada ao videomonitoramento da Polícia Militar. Câmeras instaladas em vias públicas captam imagens em tempo real, que são encaminhadas para uma central e comparadas com informações disponíveis nos bancos de dados da corporação.

Quando o sistema identifica uma possível correspondência com alguém que possui mandado de prisão em aberto, um alerta é enviado às equipes que estão em patrulhamento na região. Os policiais realizam a abordagem e verificam a identidade e a situação judicial da pessoa antes de adotar as medidas cabíveis.

Segundo o major Renato Farina Barreto, gestor de Pesquisa e Projetos da Diretoria de Tecnologias e Sistemas da PMMG, a principal vantagem da ferramenta é a rapidez no compartilhamento das informações com os militares que estão nas ruas.

O oficial explica que a tecnologia reduz o intervalo entre a identificação de uma pessoa procurada e a atuação policial. Ele ressalta, porém, que o reconhecimento facial funciona como um recurso complementar ao trabalho dos agentes, que precisam realizar a abordagem e confirmar as informações recebidas.

Expansão e novas aplicações

Desenvolvido pela própria Polícia Militar, o sistema começou como um projeto-piloto, com um número reduzido de câmeras. Após cerca de 20 meses de utilização, a ferramenta passou por um processo de expansão e está sendo migrada para uma nova infraestrutura de servidores de hiperconvergência da corporação.

A estrutura deverá permitir a ampliação do reconhecimento facial e também atender a outros sistemas tecnológicos utilizados pela PMMG. A ferramenta pode ser empregada em diferentes regiões e em grandes eventos, inclusive por meio de equipamentos móveis, como drones e o cão robô adquirido recentemente pela instituição.

De acordo com o major Renato Farina Barreto, o sistema também possui capacidade técnica para identificar pessoas mesmo quando parte do rosto está encoberta ou quando elas utilizam acessórios como óculos, chapéus e bonés. A identificação, entretanto, precisa ser confirmada pelos policiais durante a abordagem.

Outra iniciativa da corporação busca ampliar a rede de monitoramento por meio da integração de câmeras de terceiros. A PMMG mantém um chamamento público para conectar equipamentos instalados em estações de ônibus, rodoviárias, metrô, unidades de saúde e estabelecimentos privados, como shopping centers, supermercados e drogarias, desde que monitorem áreas de circulação pública.

A proposta é ampliar a cooperação entre o poder público e a iniciativa privada, aumentando a capacidade de monitoramento e localização de pessoas procuradas pela Justiça. Com a expansão da ferramenta, a Polícia Militar pretende fortalecer as ações de prevenção e repressão à criminalidade em Minas Gerais.

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