16°C 24°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Surto de ebola na RD Congo passa de 10 mil casos confirmados e chega a 4.887 mortes

Epidemia causada pela variante Bundibugyo atinge oito províncias; letalidade é de 48,6%, e não há tratamento específico para a cepa

27/10/2026 às 10h48
Por: Daniel Mendes
Compartilhe:
Reprodução: Reuters
Reprodução: Reuters

A epidemia de ebola declarada em 15 de maio na República Democrática do Congo (RD Congo) ultrapassou 10 mil casos confirmados e causou 4.887 mortes, informaram as autoridades do país nesta terça-feira (27). Os números constam do mais recente relatório do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), com dados até 25 de outubro: 10.060 casos confirmados e taxa de letalidade de 48,6%.

Segundo o documento, 2.684 pacientes se recuperaram da doença até a mesma data, e a taxa de rastreamento de contatos é de 81,6%. As províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste do país, são as mais atingidas, com 32 e 58 novos casos nas últimas 24 horas, respectivamente. No total, o surto afeta oito das 26 províncias congolesas: além dessas duas, Tshopo, Bas-Uélé, Haut-Uélé, Kivu do Sul, Ubangi do Sul e Ubangi do Norte.

Com esses números, o surto é o segundo mais mortal e contagioso da história mundial. Ele já superou o registrado na mesma região do Congo entre 2018 e 2020, mas ainda está longe do pior de todos, na África Ocidental, entre 2014 e 2016, que provocou cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções.

Sem tratamento específico

A cepa responsável pela epidemia atual, a Bundibugyo, não tem tratamento específico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com duas vacinas, que estão em ensaios clínicos de fase 1 em humanos e, até agora, se mostraram seguras, mas seu desenvolvimento pode levar vários meses. Na sexta-feira (23), a OMS anunciou o início de outro ensaio clínico na RD Congo para avaliar outras vacinas potenciais contra essa variante.

No fim de agosto, o país lançou uma campanha de imunização com a vacina Ervebo, a única disponível em larga escala. Embora tenha sido desenvolvida para a variante Zaire, a mais comum do vírus, ela mostrou resultados promissores contra a Bundibugyo em estudos com animais.

Como a doença se transmite?

O vírus passa de pessoa a pessoa pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A doença provoca febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragia interna.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.