
Belo Horizonte vai receber, de 4 a 8 de novembro, a 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ BH). O evento será realizado no Minascentro, na região central da capital, com programação gratuita voltada ao público interessado em histórias em quadrinhos, ilustração e produção artística. A iniciativa também busca aproximar quadrinistas, editoras e leitores, além de incentivar a circulação de obras e a troca de experiências entre profissionais do setor.
Considerado pela Prefeitura de Belo Horizonte um dos principais eventos do gênero na América Latina, o festival apresenta produções contemporâneas de quadrinhos do Brasil e de outros países. A programação anunciada inclui feira de quadrinhos, mesas de debates, palestras, oficinas, lançamentos de livros, exposições, mostra de filmes e rodadas de negócios.
O FIQ BH é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico. A proposta é fortalecer o setor de histórias em quadrinhos, ampliar o acesso à produção cultural e criar oportunidades de encontro entre artistas, editores, pesquisadores e leitores.
Um dos destaques do festival é a feira de quadrinhos, espaço destinado à apresentação e à comercialização de obras. O cadastro para mesas de artistas e estandes teve inscrições abertas entre 6 e 16 de agosto, conforme informações divulgadas no portal oficial do evento. A seleção considerou critérios como qualidade artística, relevância para o universo das HQs e diversidade cultural e regional.
A feira também amplia a visibilidade de produções independentes e permite que o público conheça diferentes estilos de desenho, gêneros narrativos e formas de contar histórias. Para os profissionais, o evento oferece oportunidades de contato com leitores, editoras e outros integrantes do mercado editorial.
A programação também prevê atividades de formação para quem deseja conhecer ou aprimorar técnicas de criação de histórias em quadrinhos. Entre os temas contemplados nas chamadas públicas para oficinas estão criação e desenho, narrativa visual, estilos de HQ e técnicas de arte-finalização e cores.
O festival abriu ainda uma seleção de propostas de quadrinistas independentes e editoras para sessões de autógrafos e lançamentos de obras. As iniciativas buscam dar espaço a novos trabalhos e aproximar os autores do público.
Além das atividades voltadas à criação artística, as rodadas de negócios devem contribuir para o contato entre profissionais e empresas do setor, enquanto os debates e as palestras abrem espaço para discutir a produção, a circulação e o futuro das histórias em quadrinhos.
Criado em 1999, o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte tem trajetória ligada ao fortalecimento da produção de HQs no país. Segundo a Fundação Municipal de Cultura, o evento busca estimular o intercâmbio entre artistas e editores brasileiros e estrangeiros, incentivar a formação de novos quadrinistas e ampliar o acesso do público à linguagem dos quadrinhos.
A realização é parte da política municipal de festivais culturais, que prevê ações de difusão artística, formação de público e valorização da produção local. A edição de 2026 será a 13ª do FIQ BH.
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