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Diretora é presa por desvio de alimentos em unidade prisional feminina

Produtos foram encontrados no porta-malas do carro da servidora, que foi autuada por peculato e teve a prisão convertida em preventiva

23/10/2026 às 10h38
Por: Cristiane Cirilo
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Defensoria Pública/ Divulgação
Defensoria Pública/ Divulgação

A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, unidade prisional feminina localizada em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, foi presa suspeita de desviar alimentos destinados ao presídio. Graça Maria Silva de Souza foi autuada em flagrante por peculato e teve a prisão convertida em preventiva nesta quinta-feira (22), após atuação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segundo as informações divulgadas, agentes da Secretaria de Estado de Polícia Penal encontraram cerca de 70 quilos de alimentos no porta-malas do carro conduzido pela diretora. Entre os produtos estavam carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatado.

A abordagem ocorreu após uma denúncia sobre possíveis irregularidades na destinação dos alimentos da unidade prisional. De acordo com a apuração inicial, os produtos teriam sido retirados do presídio sem nota fiscal, autorização administrativa, termo de saída ou outro documento que justificasse o transporte.

Graça Maria foi autuada por peculato, crime caracterizado pelo desvio ou apropriação de bens públicos por funcionário que tem acesso a eles em razão do cargo.

A servidora foi exonerada da função, e a Polícia Penal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta.

Durante a audiência de custódia, o MPRJ defendeu a manutenção da prisão, alegando a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir a ordem pública. Segundo o órgão, a condição da investigada como responsável pela direção da unidade e o suposto uso de veículo oficial para transportar os alimentos reforçam a gravidade do caso.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da retirada dos produtos e a eventual responsabilidade da servidora. A suspeita ainda não equivale a uma condenação judicial.

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