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Polícia Civil prende suspeitos de roubar mulheres durante corridas por aplicativo

Operação Rebu Branco cumpriu dois mandados de prisão preventiva e apreendeu cinco celulares; investigação aponta ao menos três crimes em Belo Horizonte e Nova Lima

19/10/2026 às 12h29
Por: Daniel Mendes
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Divugação: PCMG
Divugação: PCMG

Dois homens investigados por roubos e extorsões contra passageiras de transporte por aplicativo foram presos preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira (19), durante a Operação Rebu Branco. A ação também resultou na apreensão de cinco celulares ligados ao núcleo financeiro do grupo investigado.

As apurações identificaram ao menos três crimes cometidos nos dias 20 e 21 de setembro, nos bairros Belvedere e Buritis, em Belo Horizonte, e na região da Vila da Serra, em Nova Lima, na Região Metropolitana.

Suspeitos escondiam comparsa no porta-malas

Segundo a investigação conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia Civil do Barreiro, o motorista utilizava um perfil cadastrado em nome de outra pessoa para realizar as corridas. Durante o trajeto, um segundo suspeito, que permanecia escondido no porta-malas, saía do compartimento e entrava no banco traseiro para anunciar o assalto.

Sob ameaças, as passageiras eram obrigadas a entregar os celulares, informar as senhas dos aparelhos e realizar transferências via Pix, além de contratar empréstimos bancários. Em um dos casos investigados, uma vítima ficou sob o domínio dos suspeitos por aproximadamente uma hora.

Imagens e movimentações financeiras ajudaram na investigação

A identificação dos investigados foi possível a partir da análise de imagens das viagens, de informações fornecidas pela plataforma de transporte, do reconhecimento feito pelas vítimas e do rastreamento das movimentações financeiras.

Os cinco celulares apreendidos serão periciados para ajudar a identificar o caminho percorrido pelo dinheiro obtido nos crimes e verificar a possível participação de outras pessoas no esquema.

Um dos investigados já estava preso

Um dos mandados de prisão preventiva foi cumprido contra um suspeito que já estava detido por outro roubo cometido enquanto a investigação sobre os ataques às passageiras estava em andamento. A Polícia Civil informou que as apurações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos e identificar outros possíveis integrantes do grupo.

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