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PF prende deputado eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil do Rio em esquema de R$ 7,6 bilhões

Oitava fase da Operação Unha e Carne mira rede de postos de combustíveis suspeita de lavar dinheiro; seis foram presos

15/10/2026 às 11h26
Por: Daniel Mendes
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Reprodução
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O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim foram presos nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF) na oitava fase da Operação Unha e Carne. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, e todos os seis alvos de prisão foram detidos. Segundo a PF, o grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, valor registrado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi eleito neste ano o segundo deputado estadual mais votado do estado, com cerca de 197 mil votos. Amim também presidiu o Detran-RJ. Os dois já tinham sido alvos de fases anteriores da operação.

A PF investiga uma organização criminosa armada suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma para lavar dinheiro. Segundo a corporação, o esquema conta com a participação de agentes públicos e com articulação político-institucional. Os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo, e a Corregedoria da Polícia Civil acompanhou as ordens contra os policiais civis investigados.

Os suspeitos podem responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros crimes que surgirem na apuração.

Como a operação chegou até aqui?

A Unha e Carne começou em dezembro de 2025 para apurar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho. Com o avanço das investigações, o foco se ampliou para uma possível rede de proteção ao crime organizado.

A fase desta quinta-feira faz parte da força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas que atuam no Rio. A ação segue as diretrizes do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas, tema de uma reunião em 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes.

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