
A Prefeitura de Belo Horizonte reforça a importância da participação da população no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Moradores podem denunciar possíveis criadouros em imóveis residenciais, comerciais e outros locais, como borracharias, ferros-velhos e oficinas.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 156, aplicativo BHSIM ou Portal de Serviços da PBH. Em 2025, os canais oficiais da Prefeitura receberam mais de 1,7 mil solicitações de vistoria. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas cerca de 1,2 mil denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito.
A partir das solicitações dos moradores e durante as ações de rotina, Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Agentes Sanitários (AS) percorrem diferentes regiões da cidade para identificar e eliminar criadouros. As atividades são realizadas de acordo com as orientações da coordenação técnica de Zoonoses de cada regional.
Entre os principais motivos que levam à solicitação de vistorias estão imóveis abandonados, obras de construção civil inacabadas e piscinas sem manutenção adequada. As demandas são encaminhadas às equipes de Vigilância e Controle de Zoonoses, que orientam os responsáveis sobre as medidas necessárias para eliminar ou reduzir os riscos identificados.
Quando um foco é encontrado, o responsável pelo imóvel recebe um prazo para realizar as adequações necessárias. Em uma nova vistoria, caso o problema não tenha sido resolvido, a ocorrência pode ser encaminhada aos setores responsáveis pela fiscalização sanitária e/ou urbanística para a adoção das medidas cabíveis.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte Neto, a participação dos moradores é importante para ampliar a capacidade de identificação e eliminação dos criadouros. A comunicação de situações de risco permite que as equipes de controle de zoonoses sejam acionadas e atuem nos locais indicados.
Além das denúncias, a prevenção depende de cuidados frequentes nas residências. A orientação é reservar cerca de 10 minutos por semana para verificar áreas internas e externas e eliminar recipientes ou locais que possam acumular água.
Entre as medidas recomendadas estão retirar os pratinhos das plantas, manter a caixa-d'água fechada e vedada, guardar pneus em locais cobertos ou encaminhá-los para uma Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV), além de lavar regularmente as vasilhas utilizadas pelos animais.
Também é importante limpar telhas e calhas para garantir o escoamento da água da chuva, descartar garrafas e recipientes sem uso, manter o lixo acondicionado em sacos plásticos e as lixeiras fechadas, além de verificar quintais, canaletas e outros pontos que possam acumular água.
A população deve ainda retirar a água das bandejas externas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, manter piscinas limpas e devidamente cloradas e utilizar telas anti-insetos para vedar ralos. A eliminação dos possíveis criadouros, aliada às ações de fiscalização e controle realizadas pelo município, contribui para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e os riscos das doenças transmitidas pelo mosquito.
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