
Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para os bancos e demais instituições financeiras devolverem R$ 1,325 bilhão que ficou parado nas contas de apostadores depois do fechamento das plataformas de bets, determinado pela Medida Provisória 1.394/2026, do governo federal.
A partir de hoje, os valores que os bancos não conseguirem repassar por dificuldades operacionais serão enviados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por intermediar esses pagamentos. Segundo o Ministério da Fazenda, as orientações para essa etapa serão divulgadas pelos canais oficiais.
A devolução começou na sexta-feira (9) e deve alcançar cerca de 26,5 milhões de apostadores. Quem tem dinheiro a receber deve acompanhar a conta bancária que usou para depositar nas plataformas, já que o repasse é feito pelas instituições financeiras, de acordo com o cronograma definido pelo governo.
O processo seguiu uma sequência de prazos. As plataformas permitiram o saque voluntário até as 23h59 de 5 de outubro, e os sites e aplicativos atingidos pela medida começaram a sair do ar no dia seguinte.
Em 7 e 8 de outubro, as empresas enviaram aos bancos os dados dos saldos ligados a cada CPF e conta usada nos depósitos, e o período de devolução foi de 9 a 14 de outubro. A medida provisória, publicada em 25 de setembro, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo legal para continuar valendo.
Saldos muito pequenos
Boa parte do dinheiro está pulverizada em contas com valores baixíssimos. Segundo o governo, 86,2 milhões de contas tinham saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, o que soma apenas R$ 15,5 milhões. O número de contas é maior que o de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em várias plataformas.
Saldos altos sob investigação
O governo também monitora os valores elevados que permaneceram nas plataformas. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 40 CPFs estão sob análise por causa dos montantes mantidos nas contas, para investigar possíveis irregularidades, como suspeitas de lavagem de dinheiro.
Cuidado com golpes
Durante a devolução, os apostadores devem consultar apenas os canais oficiais do governo e dos bancos e confirmar diretamente com a instituição qualquer informação sobre o pagamento. Mensagens que cobram taxa para liberar o dinheiro devem ser vistas com desconfiança, e senhas ou códigos bancários nunca devem ser passados a terceiros. Não é preciso pagar nada antecipadamente para receber o saldo.
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