
Reunindo Polícia Federal (que coordena a força-tarefa), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Polícia Rodoviária Federal, a FICCO/MG bloqueou bens de sete pessoas físicas e três empresas, em decisão judicial que soma até R$ 7,85 milhões em ativos, entre eles veículos e outros patrimônios identificados ao longo das investigações.
A medida patrimonial foi um dos resultados da Operação "Dinheiro Suado", deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) em Uberlândia, com o objetivo de desmontar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados, quatro de prisão e sete de busca e apreensão, de forma simultânea em endereços de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, todos vinculados aos investigados.
Conforme suas respectivas participações no esquema, os suspeitos podem ser responsabilizados pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico transnacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sem prejuízo de outras tipificações que ainda possam surgir conforme a apuração avance.
Como a quadrilha estava estruturada?
Segundo apurado pelos investigadores, o grupo dividia suas tarefas em duas frentes distintas: uma cuidava da logística do tráfico propriamente dito, articulando transporte e distribuição da droga, enquanto outra se dedicava a movimentar recursos financeiros, usar empresas de fachada e registrar bens em nome de terceiros, manobras que, em tese, serviam para esconder e disfarçar de quem realmente eram e de onde vinham esses valores. Cocaína vinda da Bolívia, destinada à distribuição dentro do território brasileiro, seria o principal produto do tráfico mantido por essa organização.
Um volume consideravelmente alto de movimentações bancárias também chamou a atenção dos investigadores: somente no período entre maio e outubro do ano passado, cerca de R$ 4,5 milhões passaram por contas ligadas ao grupo, boa parte disso por meio de depósitos feitos em valores fracionados, técnica comum para tentar escapar do radar de instituições financeiras e órgãos de controle.
Como a investigação começou?
Foi a partir de elementos levantados após uma prisão anterior, ocorrida em novembro de 2025 em Uberlândia, que a apuração ganhou corpo e revelou toda essa estrutura criminosa, batizada agora de Operação Dinheiro Suado quase um ano depois.
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