
A Prefeitura de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), se manifestou oficialmente sobre o registro de casos de escabiose, conhecida popularmente como sarna, em uma das escolas municipais da cidade. Segundo a administração, a situação vem sendo acompanhada pelas secretarias de Saúde e Educação desde a identificação dos primeiros sintomas, com ações de monitoramento, orientação às famílias e busca ativa na unidade. Veja o comunicado oficial aqui!
O primeiro alerta ocorreu em 18 de setembro, quando uma estudante apresentou sintomas e os responsáveis comunicaram posteriormente à escola que ela havia recebido diagnóstico médico de escarlatina. Na sequência, outros estudantes apresentaram sintomas compatíveis com escabiose e passaram por avaliação médica. Até a divulgação da nota oficial, a escola contabilizava 14 atestados médicos de alunos diagnosticados com escabiose, além de dois servidores afastados por suspeita ou diagnóstico inicial da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde também acionou equipes do departamento de Epidemiologia para vistoriar a unidade escolar. Durante a avaliação, os profissionais alinharam estratégias de controle e, segundo a Prefeitura, constataram que os procedimentos adotados pela instituição estavam de acordo com os protocolos de saúde indicados para situações envolvendo doenças infectocontagiosas.
Entre as orientações estabelecidas está o afastamento de estudantes que apresentem sintomas ou tenham diagnóstico informado pelas famílias. Esses alunos devem realizar avaliação médica e retornar às atividades presenciais somente conforme orientação ou liberação do profissional de saúde responsável. A mesma orientação é aplicada aos servidores da escola que apresentarem sintomas ou diagnóstico.
A escabiose é uma doença parasitária causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e costuma provocar coceira intensa e lesões na pele. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto prolongado com uma pessoa infectada, embora objetos de uso pessoal e roupas também possam participar da disseminação. Órgãos públicos de saúde recomendam avaliação médica e tratamento adequado dos casos e atenção aos contatos próximos.
Como medida adicional, a partir desta terça-feira (29), uma equipe da rede municipal de Saúde ficará na unidade escolar para intensificar o acompanhamento. O grupo será formado por médicos, técnicos de enfermagem e outros profissionais, que realizarão busca ativa sala por sala, com o objetivo de identificar estudantes que apresentem sinais ou sintomas e orientar os encaminhamentos necessários.
Os alunos que apresentarem sintomas compatíveis com escabiose ou outras doenças infectocontagiosas poderão ser submetidos a avaliação médica na própria escola, mediante autorização prévia e por escrito dos pais ou responsáveis. Caso haja confirmação diagnóstica, caberá ao profissional de saúde definir o tratamento e o período necessário de afastamento de acordo com a avaliação individual.
A escola também deverá manter o monitoramento dos casos, a comunicação com as famílias e as ações de orientação aos estudantes e profissionais. As recomendações de saúde pública para ambientes escolares incluem reforço da higiene, não compartilhamento de objetos pessoais e atenção aos contatos próximos quando há ocorrência de escabiose.
A Prefeitura não informou, na nota, a necessidade de suspensão geral das aulas. As medidas anunciadas estão concentradas no acompanhamento individual dos casos, afastamento conforme avaliação médica e busca ativa dentro da unidade, com atuação conjunta das áreas de Saúde e Educação.
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