
O laudo do exame de insanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino, diarista suspeita de matar um casal de idosos durante um latrocínio em Belo Horizonte, concluiu que ela não apresentava doença ou perturbação da saúde mental relacionada ao crime. A informação foi confirmada pelo ao Portal Impactto News pelo advogado da defesa, Bruno Correa Lemos.
De acordo com o comunicado, o "documento já foi encaminhado à equipe médica particular que acompanha a Paola, para que seja feita uma análise técnica, sob o ponto de vista médico, de todo o conteúdo e das conclusões apresentadas pelos peritos oficiais".
A defesa ainda sustentou que após essa avaliação será possível verificar "a existência de eventuais inconsistências, divergências ou fundamentos técnicos que possam justificar uma impugnação ao lado oficial".
Ainda segundo o comunicado, as próximas medidas da defesa serão tomadas depois da análise da equipe médica particular.
Relembre o caso
O casal foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, depois que o filho estranhou a falta de contato com os pais desde a manhã de 29 de junho.
Segundo a Polícia Militar, Maria Clotilde foi localizada caída na sala do imóvel, enquanto Cláudio estava sobre a cama de um dos quartos. Não havia sinais de arrombamento no apartamento, mas uma gaveta onde o casal guardava semijoias foi encontrada revirada, e familiares relataram o desaparecimento de outros itens, como celulares e uma bolsa de grife.
Em sua decisão, o desembargador citou avaliação anterior sobre a extrema brutalidade do crime, que resultou em 43 lesões perfurocortantes no corpo de Cláudio e 15 em Maria Clotilde, além de extensas queimaduras térmicas ou químicas no rosto, no tórax e nos membros das vítimas, caracterizadas na decisão como meio cruel e forma de tortura.
O desembargador também citou o relatório final da autoridade policial, que aponta Paola como autora contumaz de crimes contra o patrimônio, com uso de substâncias para reduzir a capacidade de resistência das vítimas.
O magistrado lembrou ainda que a diarista fugiu após o crime e foi presa em cidade diferente de onde o latrocínio ocorreu, fator que, segundo ele, demonstra que nem mesmo o monitoramento eletrônico seria suficiente para garantir o andamento regular do processo.
Câmeras de segurança do condomínio registraram a entrada da suspeita no local por volta das 7h do dia do crime e sua saída às 15h30, já usando uma roupa diferente da que vestia ao chegar. Posteriormente, a polícia localizou, em uma caçamba de lixo, uma peça de roupa com manchas de sangue, que teria sido descartada pela suspeita durante a fuga e foi enviada para perícia.
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