
O El Niño deve ganhar força até o fim de 2026 e tem 75% de probabilidade de se tornar o evento mais intenso registrado desde 1950, segundo uma nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA).
A previsão também aponta mais de 90% de chance de ocorrência de um El Niño classificado como muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul.
Os dados foram repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e indicam uma mudança significativa em relação às condições observadas anteriormente, com possibilidade de impactos em diferentes regiões do Brasil.
As alterações provocadas pelo fenômeno podem afetar diretamente trabalhadores da pesca e da aquicultura, principalmente por causa de mudanças nos volumes de chuva, nas temperaturas e na disponibilidade de água.
No Norte e no Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução do nível dos rios. O cenário pode dificultar a navegação e o acesso a comunidades, além de afetar atividades pesqueiras e o abastecimento de água.
No Sul, por outro lado, a possibilidade de chuvas acima da média aumenta o risco de enchentes e de danos a estruturas utilizadas na pesca e na aquicultura.
Em outras partes do país, temperaturas mais elevadas também podem exigir maior atenção às condições da água e dos cultivos.
Diante da previsão de intensificação do fenômeno, o Ministério da Pesca e Aquicultura recomenda que municípios adotem medidas de preparação para reduzir possíveis impactos sobre as atividades do setor.
A intensidade e a distribuição dos efeitos do El Niño podem variar de uma região para outra. Por isso, o acompanhamento das previsões climáticas e das condições locais é considerado importante para a adoção de medidas preventivas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.
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