
A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou nesta quinta-feira (10) a retirada do apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa, marcada para março de 2027.
Segundo o presidente da entidade francesa, Philippe Diallo, a decisão foi tomada por unanimidade pelo comitê executivo da FFF, diante da avaliação de que a confiança depositada no dirigente máximo do futebol mundial havia se rompido.
Diallo afirmou que a França inicialmente apoiava a candidatura de Infantino, no fim de junho, quando ele ainda era o único nome declarado na disputa, mas que os acontecimentos seguintes mudaram por completo o cenário. Segundo ele, as condições que sustentavam esse apoio deixaram de existir.
O estopim da crise foi a proposta de Infantino de vender 20% de participação nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados, plano que foi abandonado em julho após forte oposição das confederações regionais.
Diallo criticou a falta de consulta e de transparência da Fifa ao apresentar a proposta às federações-membro, o que, segundo ele, levantou questionamentos sérios sobre a governança da entidade.
Isolamento cresce dentro da Europa
Federações como as da Inglaterra e da Itália já haviam retirado seu apoio a Infantino desde o fracasso da proposta de venda, e entidades como a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf vêm pedindo mudanças na liderança da Fifa, em busca de um nome alternativo confiável antes da eleição.
Diallo disse que a posição francesa se insere nesse movimento mais amplo dentro e fora da Uefa, e que as discussões agora avançam para a reforma da governança da entidade e a busca por um candidato capaz de vencer Infantino que, segundo ele, precisará estar pronto a tempo de disputar a presidência.
Apesar da pressão europeia, Infantino ainda mantém o apoio da Conmebol, na América do Sul, e da CAF, na África. A eleição ocorrerá em Rabat, no Marrocos, em 18 de março de 2027, com prazo final para candidaturas em 18 de novembro deste ano.
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