
O Ministério das Comunicações (MCom) divulgou nesta quarta-feira (9) um material explicativo sobre a instalação de cabos de fibra óptica em trechos de rios, uma das soluções usadas para levar infraestrutura de telecomunicações a áreas da Amazônia de difícil acesso por terra.
Nesse modelo, batizado de infraestrutura subfluvial, os cabos são posicionados no leito dos rios para conectar diferentes pontos de uma rede, usando filamentos que transmitem dados por meio de sinais de luz e recebem proteção específica para resistir ao ambiente aquático.
Segundo o ministério, o processo de instalação envolve o planejamento do percurso, a preparação dos equipamentos e o lançamento do cabo, com uso de embarcações adequadas às características de cada trecho do rio.
Depois de instalada, a fibra subfluvial é conectada a outros trechos da rede, que podem ser aéreos ou subterrâneos, até formar um sistema completo de transmissão de dados.
A escolha por passar cabos pelos rios se justifica pela extensa malha hidrográfica da região amazônica, que costuma ser considerada nos projetos de conectividade justamente por facilitar o acesso a áreas onde a instalação terrestre seria mais difícil.
Segundo o MCom, a definição do percurso e da tecnologia usada depende de fatores técnicos e operacionais próprios de cada projeto, como as condições do terreno, dos rios e dos pontos que serão conectados.
O que muda para quem usa a internet?
Segundo o ministério, uma vez integrada à rede, essa infraestrutura pode viabilizar o acesso a serviços digitais como plataformas on-line, sistemas de comunicação, atividades de ensino a distância e teleatendimento, conforme a disponibilidade em cada localidade.
Para o usuário final, no entanto, o cabo instalado no rio não representa, por si só, a conexão direta de uma casa ou estabelecimento à internet, ele é apenas um dos segmentos da rede, que combina trechos subfluviais, terrestres e equipamentos de distribuição para formar o sistema completo de telecomunicações da região.
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