
O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou, nesta quarta-feira (2), Gilmar Jardim de Aguilar a 20 anos de prisão pelo feminicÃdio da companheira, Karine Cardoso do Prado, e pelo crime de ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O Conselho de Sentença reconheceu qualificadoras relacionadas ao uso de meio cruel, à dificuldade de defesa da vÃtima e ao fato de o crime ter sido cometido por razões da condição do sexo feminino, no contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o casal mantinha um relacionamento marcado por agressões fÃsicas e psicológicas havia cerca de seis anos. O crime ocorreu entre os dias 19 e 20 de setembro de 2019, dentro da residência onde os dois moravam, no bairro Jardim dos Comerciários, na região de Venda Nova.
Conforme a acusação, o homem atacou a companheira após suspeitar que ela estivesse se relacionando com outra pessoa. A vÃtima sofreu diversos golpes de objetos contundentes e perfurocortantes e morreu em consequência das agressões.
Após o crime, ainda segundo o MPMG, o réu colocou o corpo dentro de um tambor e o transportou em um carrinho de mão até um terreno baldio e isolado nas proximidades da Rua Antônio PorfÃrio Luiz, onde o cadáver foi escondido.
Na definição da pena, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Marco Antônio Silva, considerou, entre outros fatores, a gravidade das consequências do crime. Karine deixou dois filhos órfãos: uma adolescente de 17 anos e um bebê de 1 ano e três meses à época do feminicÃdio.
Embora tenha respondido à maior parte do processo em liberdade, Gilmar teve negado o direito de recorrer em liberdade após a condenação.
O processo tramita sob o número 1269891-03.2020.8.13.0024.
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