
Vereadores estiveram reunidos na última semana, na Presidência da Câmara de Contagem, com integrantes do Executivo para discutir dois projetos de lei que começaram a tramitar na Casa. Por parte da Prefeitura, participaram da reunião os secretários Lindomar Diamantino (Educação), Daniel Lisbeni (Tecnologia da Informação); Leonardo Petrus (Orçamento, Planejamento e Gestão); e Teteco (Governo e Participação Popular).
O primeiro projeto de lei, o PL 12/2026, autoriza o Poder Executivo a alterar o Anexo I da Lei nº 5.414/2023, que autorizou a contratação de operação de crédito no valor de R$ 55 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O contrato já está em execução mas, até o momento, cerca de R$ 4 milhões foram utilizados, segundo o Executivo. De acordo com a Prefeitura, a baixa utilização está relacionada ao detalhamento dos itens de aplicação dos recursos previsto na legislação original.
Segundo o secretário de Orçamento, Planejamento e Gestão, a alteração proposta busca flexibilizar a aplicação dos recursos, sem modificar os componentes originais do contrato que precisam ser preservados, especialmente “o valor global do financiamento, as parcelas de financiamento e de contrapartida municipal já autorizadas”. O Executivo informou, ainda, que a mudança segue orientação do próprio BNDES e tem como objetivo possibilitar melhor execução dos recursos.
De acordo com a justificativa do projeto, os investimentos estão relacionados à estratégia de transformação digital, à modernização administrativa e ao aprimoramento dos serviços públicos prestados à população. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação, um dos focos é o Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT), com investimentos em transformação digital e melhoria da infraestrutura tecnológica.
Lisbeni destacou que a demanda por tecnologia cresce rapidamente e exige maior capacidade de armazenamento, segurança da informação e estabilidade dos sistemas utilizados pela administração pública. Segundo ele, "os investimentos são necessários para garantir o funcionamento de softwares, plataformas e processos de gestão de dados nos próximos anos, incluindo ações relacionadas à governança e à articulação entre as secretarias".
Educação
O segundo projeto tratado foi o PL 13/2026, que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito de aproximadamente R$ 20,4 milhões, também junto ao BNDES. Os recursos serão destinados à construção de três Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis).
Segundo o Executivo, a operação apresenta condições vantajosas por utilizar uma linha de crédito do BNDES, com condições consideradas mais favoráveis do que outras fontes de mercado. Os recursos serão destinados à construção dos Cemeis Santa Maria, Cabral e Jardim Industrial, atendendo à demanda por ampliação de vagas na educação infantil nessas regiões.
De acordo com o secretário de Educação, Lindomar Diamantino, as obras estão prontas para ser iniciadas, dependendo apenas da autorização do recurso pelo Legislativo. Segundo o secretário, "os projetos, a documentação e as demais condicionantes necessárias para o cadastro e a aprovação estão encaminhados". "Os terrenos são públicos, a documentação ambiental e urbanística está em andamento e os projetos estão aptos a seguir para licitação", disse.
Apontamentos dos vereadores
Após a apresentação dos projetos, os vereadores fizeram questionamentos sobre as propostas, entre eles a compatibilidade das operações com as leis orçamentárias, com o objetivo de evitar questionamentos futuros durante a tramitação.
Também foi levantada a possibilidade de ampliar a abrangência dos investimentos em tecnologia para contemplar ferramentas como prontuário digital, apoio ao atendimento ao cidadão e outras soluções que possam ser desenvolvidas futuramente, respeitados os eixos previstos no contrato. Outro ponto abordado foi a necessidade de previsão orçamentária para um Centro de Convivência para Pessoas com Deficiência.
A partir de agora, os dois projetos de lei seguirão para análise da Procuradoria da Câmara e das comissões permanentes, que emitirão seus pareceres. Posteriormente, as matérias serão submetidas à apreciação dos vereadores em plenário.
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