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Mulheres que receberam implante contraceptivo banido Essure cobram assistência no Senado

Pacientes que utilizaram o Essure, da Bayer, pedem criação de política pública de acompanhamento após relatos de eventos adversos graves

24/08/2026 às 09h41
Por: Cristiane Cirilo
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Essure, implante da Bayer (Foto: Reprodução/ Divulgação )
Essure, implante da Bayer (Foto: Reprodução/ Divulgação )

Mulheres que receberam o implante contraceptivo Essure, da Bayer, cobraram a criação de uma política pública de assistência para pacientes afetadas pelo dispositivo durante audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. O produto foi banido no Brasil após relatos de eventos adversos graves e já havia sido implantado em mais de 10 mil brasileiras.

A audiência pública ocorreu na sexta-feira (21) e reuniu pacientes, especialistas e autoridades para discutir os impactos relacionados ao dispositivo, além do acompanhamento clínico das mulheres que passaram pelo procedimento.

O encontro foi conduzido pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que defendeu o aprofundamento das discussões e a convocação de representantes dos fabricantes para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Pedido de política nacional

Durante a audiência, pacientes defenderam que o poder público estabeleça uma estrutura específica para atender mulheres que receberam o Essure e que apresentam problemas associados ao dispositivo.

Entre as questões discutidas estiveram o acompanhamento médico, a identificação de possíveis efeitos adversos e a assistência às pacientes que permanecem com o implante.

As participantes também cobraram medidas que permitam mapear as mulheres que receberam o dispositivo e garantir que elas tenham acesso a informações e atendimento especializado.

Dispositivo deixou de ser comercializado

O Essure é um sistema contraceptivo permanente desenvolvido para impedir a gravidez por meio da colocação de pequenos dispositivos nas trompas de falópio.

O produto deixou de ser comercializado no Brasil após relatos de eventos adversos graves. A retirada do mercado, no entanto, não encerrou a situação das mulheres que já haviam recebido o implante.

Por isso, a discussão no Senado concentrou-se também no monitoramento de produtos médicos após a comercialização, no consentimento das pacientes e na necessidade de acompanhamento clínico de longo prazo.

A senadora Damares Alves defendeu que representantes dos fabricantes sejam chamados para participar das próximas discussões sobre o tema.

A audiência faz parte das iniciativas da Comissão de Direitos Humanos para discutir os impactos do dispositivo e possíveis medidas de assistência às mulheres afetadas.

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