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PBH abre cadastro para famílias acolherem temporariamente crianças e adolescentes

Inscrições para o Serviço Família Acolhedora podem ser feitas até 28 de agosto; iniciativa oferece acolhimento provisório a menores afastados da família por decisão judicial

18/08/2026 às 09h38
Por: Cristiane Cirilo
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Divulgação
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Famílias interessadas em acolher temporariamente crianças e adolescentes em situação de risco podem se cadastrar no Serviço Família Acolhedora, da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). As inscrições começaram na segunda-feira (17) e podem ser feitas virtualmente pelo Portal da Prefeitura até 28 de agosto.

O cadastro é a primeira etapa do processo de habilitação das famílias que desejam oferecer um lar protegido a crianças e adolescentes que precisaram ser afastados temporariamente de suas famílias de origem.

O serviço não tem como objetivo a adoção. A proposta é garantir acolhimento, cuidado e convivência familiar durante o período em que a situação da criança ou do adolescente é analisada pela Justiça.

Para se tornar uma família acolhedora, os candidatos precisam atender a alguns requisitos. Entre eles estão:

-morar em Belo Horizonte há pelo menos dois anos;
-ter pelo menos 21 anos de idade;
-não possuir antecedentes criminais;
-contar com a concordância de todos os integrantes da família;
-demonstrar interesse em oferecer acolhimento temporário, sem intenção de adoção.

As famílias selecionadas também passam por capacitação e acompanhamento de uma equipe técnica durante todo o período de participação no serviço.

Como funciona o acolhimento

Crianças e adolescentes afastados da família de origem por situações de risco podem ser encaminhados para uma família acolhedora em vez de permanecerem exclusivamente em uma unidade de acolhimento institucional.

O objetivo é proporcionar um ambiente familiar temporário, com atenção, cuidado e vínculos afetivos, enquanto a Justiça avalia as possibilidades para o futuro da criança ou do adolescente.

De acordo com a Prefeitura, o acolhimento familiar contribui para reduzir os impactos provocados pelo afastamento da família de origem e favorece o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reconhece a importância da convivência familiar e comunitária e estabelece a preferência pelo acolhimento familiar em determinadas situações.

A permanência na família acolhedora é temporária. Dependendo da decisão judicial e da situação de cada caso, a criança ou adolescente pode retornar à família de origem ou ser encaminhado para uma família substituta.

Acompanhamento das famílias

O Serviço Família Acolhedora é executado pela Providens - Ação Social Arquidiocesana, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.

As famílias participantes recebem acompanhamento da equipe técnica do serviço durante o processo de acolhimento.

A proposta é oferecer suporte tanto à criança ou adolescente quanto aos integrantes da família que recebe o menor, garantindo acompanhamento social ao longo da experiência.

Como se cadastrar

As famílias interessadas podem entrar em contato com a equipe do Serviço Família Acolhedora para obter informações sobre o processo de inscrição, capacitação e demais etapas da habilitação.

Telefones: (31) 3423-8618 e (31) 99970-9266 (WhatsApp)

E-mail: [email protected]

As inscrições ficam abertas até 28 de agosto.

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