
Famílias interessadas em acolher temporariamente crianças e adolescentes em situação de risco podem se cadastrar no Serviço Família Acolhedora, da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). As inscrições começaram na segunda-feira (17) e podem ser feitas virtualmente pelo Portal da Prefeitura até 28 de agosto.
O cadastro é a primeira etapa do processo de habilitação das famílias que desejam oferecer um lar protegido a crianças e adolescentes que precisaram ser afastados temporariamente de suas famílias de origem.
O serviço não tem como objetivo a adoção. A proposta é garantir acolhimento, cuidado e convivência familiar durante o período em que a situação da criança ou do adolescente é analisada pela Justiça.
Para se tornar uma família acolhedora, os candidatos precisam atender a alguns requisitos. Entre eles estão:
-morar em Belo Horizonte há pelo menos dois anos;
-ter pelo menos 21 anos de idade;
-não possuir antecedentes criminais;
-contar com a concordância de todos os integrantes da família;
-demonstrar interesse em oferecer acolhimento temporário, sem intenção de adoção.
As famílias selecionadas também passam por capacitação e acompanhamento de uma equipe técnica durante todo o período de participação no serviço.
Como funciona o acolhimento
Crianças e adolescentes afastados da família de origem por situações de risco podem ser encaminhados para uma família acolhedora em vez de permanecerem exclusivamente em uma unidade de acolhimento institucional.
O objetivo é proporcionar um ambiente familiar temporário, com atenção, cuidado e vínculos afetivos, enquanto a Justiça avalia as possibilidades para o futuro da criança ou do adolescente.
De acordo com a Prefeitura, o acolhimento familiar contribui para reduzir os impactos provocados pelo afastamento da família de origem e favorece o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reconhece a importância da convivência familiar e comunitária e estabelece a preferência pelo acolhimento familiar em determinadas situações.
A permanência na família acolhedora é temporária. Dependendo da decisão judicial e da situação de cada caso, a criança ou adolescente pode retornar à família de origem ou ser encaminhado para uma família substituta.
Acompanhamento das famílias
O Serviço Família Acolhedora é executado pela Providens - Ação Social Arquidiocesana, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.
As famílias participantes recebem acompanhamento da equipe técnica do serviço durante o processo de acolhimento.
A proposta é oferecer suporte tanto à criança ou adolescente quanto aos integrantes da família que recebe o menor, garantindo acompanhamento social ao longo da experiência.
Como se cadastrar
As famílias interessadas podem entrar em contato com a equipe do Serviço Família Acolhedora para obter informações sobre o processo de inscrição, capacitação e demais etapas da habilitação.
Telefones: (31) 3423-8618 e (31) 99970-9266 (WhatsApp)
E-mail: [email protected]
As inscrições ficam abertas até 28 de agosto.
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