
Foi divulgado o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas às Mulheres, trazendo um panorama da estrutura e funcionamento das unidades especializadas em todo o país. O estudo reúne informações sobre recursos humanos, serviços prestados, indicadores de atendimento e desafios para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Em termos de estrutura, foram identificadas 585 unidades especializadas de atendimento às mulheres em funcionamento no Brasil. Desse total, 530 participaram da pesquisa, o equivalente a uma taxa de resposta de 90,6%. Entre as unidades respondentes, 495 são delegacias especializadas, sendo 282 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) exclusivas e 213 unidades de atendimento misto.
O estudo ainda trouxe dados relacionados aos atendimentos nessa unidades especializadas. Foram realizados 782.474 atendimentos, 608.152 boletins de ocorrência registrados, 329.451 vítimas atendidas, 323.196 inquéritos instaurados e 302.626 medidas protetivas de urgência solicitadas. O levantamento também registra a prisão em flagrante de 53.517 agressores e a apreensão de 2.539 armas de fogo legalmente registradas que estavam em posse dos autores das agressões.
Os dados indicam que as unidades especializadas contam com cerca de 6,2 mil profissionais em atuação em todo o país. Este número representa crescimento de 19,8% em dois anos.
O estudo também evidencia desafios para o fortalecimento da rede especializada. Entre eles, destaca-se o fato de que 80% das unidades ainda não funcionam em regime de 24 horas, indicando a necessidade de ampliar o acesso das mulheres aos serviços de atendimento e proteção.
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