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Operação do MPMG mira grupo suspeito de aplicar golpes em investimentos e cumpre mandados em BH e Contagem

Investigação aponta movimentação superior a R$ 15 milhões por empresas de fachada utilizadas em esquema de estelionato digital

05/08/2026 às 18h14
Por: João Vitor Viana
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Reprodução | Youtube
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Máscara Oculta para investigar um grupo suspeito de envolvimento em crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação foi realizada pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) – Regional de Varginha e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks, pen drives e outros materiais eletrônicos que passarão por perícia. O MPMG também solicitou à Justiça a expedição de mandados de prisão contra investigados, mas o pedido foi negado.

Segundo as investigações, o grupo utilizava perfis falsos em redes sociais para atrair pessoas interessadas em investimentos financeiros. Após o primeiro contato, as vítimas eram direcionadas para grupos de mensagens, onde supostos especialistas orientavam a realização de depósitos em empresas que se apresentavam como gestoras de investimentos, mas que, na prática, funcionavam apenas como empresas de fachada.

As apurações indicam que essas empresas eram abertas em nome de terceiros, permaneciam em atividade por pouco tempo e utilizavam nomes que transmitiam credibilidade para conquistar a confiança dos investidores. Além disso, os criminosos recorriam a identidades e fotografias falsas para se passar por consultores financeiros e investidores de sucesso, incentivando novos aportes financeiros.

Depois de receber os depósitos, os suspeitos realizavam diversas transferências bancárias para dificultar o rastreamento dos recursos e encerravam as atividades das empresas. Quando as vítimas tentavam resgatar o dinheiro investido, descobriam que haviam sido vítimas do golpe. Em seguida, o grupo criava novas empresas e perfis para repetir o esquema.

De acordo com o MPMG, as empresas já identificadas movimentaram mais de R$ 15 milhões. Apenas uma delas, que permaneceu em funcionamento por cerca de dois meses, recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos. O número total de vítimas e o prejuízo causado ainda estão sendo levantados pelos investigadores.

O coordenador regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Varginha, promotor Daniel Ribeiro Costa, alertou que o grupo utilizava mecanismos tecnológicos sofisticados para transmitir credibilidade e convencer as vítimas. Segundo ele, é fundamental que a população desconfie de promessas de lucros rápidos e de investimentos com retornos muito acima dos praticados pelo mercado.

Já o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Varginha, promotor Igor Serrano Silva, destacou que o avanço dos golpes virtuais exige uma atuação cada vez mais especializada das forças de segurança, além da conscientização da população sobre as estratégias utilizadas pelos criminosos.

A Operação Máscara Oculta contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado da Polícia Civil e 26 policiais militares. A investigação é conduzida pelo MPMG, com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), do Gaeco Regional de Varginha, da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Militar de Minas Gerais.

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