
Uma iniciativa que combina ressocialização e proteção animal tem ganhado destaque em Lagoa da Prata, na região Central de Minas Gerais. Recuperandos da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) passaram a produzir abrigos para cães e gatos em situação de rua acolhidos pela comunidade em espaços públicos.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Associação de Proteção Animal (APA) e conta com apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Vara de Execuções Penais da comarca. As casinhas são destinadas a animais comunitários e distribuídas gratuitamente a protetores cadastrados.
A iniciativa surgiu após a identificação do vínculo entre os recuperandos e os animais, segundo a juíza responsável pela unidade, Sophia Goreti Rocha Machado. A proposta ganhou força após discussões locais sobre a situação de animais de rua e o aproveitamento da marcenaria da Apac para fins sociais.
Atualmente, um grupo de internos dedica parte das atividades de laborterapia à produção dos abrigos, utilizando madeira reaproveitada. Além do caráter sustentável, o trabalho permite o desenvolvimento de habilidades em marcenaria e reforça princípios da metodologia Apac, voltada à reintegração social.
Cada casinha recebe a mensagem “Novas chances transformam vidas”, simbolizando tanto a oportunidade de recomeço para os recuperandos quanto a proteção oferecida aos animais contra frio, chuva e outras adversidades.
Segundo o TJMG, 18 abrigos já foram produzidos e entregues. A APA é responsável pelo cadastramento dos protetores e pela distribuição das estruturas, que podem ser instaladas em espaços públicos com autorização do município.
Além de beneficiar os animais, o projeto também busca conscientizar a população sobre guarda responsável, incluindo cuidados com saúde, castração e prevenção do abandono.
A iniciativa deve ser ampliada nos próximos meses, com a expectativa de aumentar a produção de casinhas e fortalecer a rede de apoio à causa animal no município.
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