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PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

Segundo a Polícia Federal, esta era a última arma registrada em nome de Bolsonaro que ainda não havia sido recolhida, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

09/07/2026 às 12h00
Por: Cristiane Cirilo
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Pablo Porciuncula/AFP
Pablo Porciuncula/AFP

A Polícia Federal (PF) apreendeu, na quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após um homem procurar espontaneamente a corporação para informar que estava com a arma e manifestar interesse em entregá-la.

Como não havia possibilidade de regularizar o transporte do armamento, agentes da PF foram até o endereço para recolher a espingarda e adotar os procedimentos legais.

Segundo a Polícia Federal, esta era a última arma registrada em nome de Bolsonaro que ainda não havia sido recolhida, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A apreensão ocorre no mesmo dia em que a PF realizou buscas na residência do ex-presidente em cumprimento a um mandado que previa a localização e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro. Nenhum armamento foi encontrado no imóvel.

A ordem judicial foi expedida após o STF identificar divergências entre o número de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas efetivamente entregues às autoridades. Na decisão, Moraes afirmou que a existência de armamentos ainda vinculados ao ex-presidente poderia representar descumprimento de determinação judicial.

Na última semana, o ministro manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária e determinou a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas de fogo registradas em seu nome.

Inicialmente, a defesa informou que duas armas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 e que outras oito estavam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. No entanto, o Exército comunicou ao STF que apenas seis dessas armas estavam sob sua guarda. Após nova verificação, a defesa informou que a espingarda restante estava em uma importadora no Rio Grande do Sul, onde acabou sendo localizada e apreendida pela Polícia Federal.

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