
O Paraguai entrou em campo carregando algo que estatísticas não conseguem medir: a esperança de quem já havia derrubado um gigante e acreditava ser capaz de desafiar outro. Depois de eliminar a Alemanha, a seleção sul-americana chegou à Filadélfia disposta a transformar mais uma noite de Copa em capítulo histórico. Do outro lado, porém, estava uma França acostumada a conviver com o favoritismo e a pressão de quem sonha com mais um título mundial. Principalmente por um protagonista chamado Mbappé.
Foi um jogo de resistência. Os paraguaios correram como quem defendia muito mais do que um resultado. Cada desarme era comemorado, cada bola afastada parecia ganhar alguns segundos preciosos para manter vivo um sonho improvável. A França tinha a posse, criava as melhores oportunidades, mas encontrava uma muralha vestida de vermelho e branco que se recusava a cair.
Quando parecia que a retranca sul-americana sobreviveria por mais algum tempo, o destino escolheu a marca da cal para decidir o confronto. Após revisão do VAR, o árbitro assinalou pênalti para os franceses. Coube a Kylian Mbappé assumir a responsabilidade. Sem desperdiçar a oportunidade, o camisa 10 converteu a cobrança e marcou o único gol da partida, suficiente para colocar a França nas quartas de final.
O placar de 1 a 0 pode sugerir um jogo comum, mas esteve longe disso. Foi uma batalha de estilos: de um lado, a técnica e a paciência francesa; do outro, a entrega de um Paraguai que transformou cada metro do gramado em território sagrado. Os minutos finais foram de tensão, com os sul-americanos tentando encontrar forças para um último ataque, enquanto os europeus administravam a vantagem.
A eliminação não apaga a campanha paraguaia. Pelo contrário, reforça o orgulho de uma seleção que chegou desacreditada, derrubou a poderosa Alemanha e fez a França trabalhar até o limite para seguir viva na Copa. Às vezes, o futebol recompensa o mais forte; em outras, eterniza quem teve coragem de desafiar a lógica.
No fim da noite, a França comemorou a classificação e já pensa em Marrocos. O Paraguai deixou o gramado derrotado, mas de cabeça erguida. Porque há eliminações que diminuem uma equipe. E há outras que apenas confirmam que ela foi grande enquanto o sonho durou.
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