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Nova lei reduz limite de chumbo permitido em tintas no Brasil

Norma sancionada pelo presidente Lula diminui concentração máxima do metal tóxico para 90 partes por milhão na maioria dos produtos; regra entra em vigor em 12 meses

30/06/2026 às 10h51
Por: Cristiane Cirilo
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Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)
Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

A fabricação e a comercialização de tintas no Brasil passarão a seguir regras mais rígidas em relação à presença de chumbo. Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lei 15.441/2026, que reduz o limite máximo permitido do metal tóxico na composição de tintas e materiais similares de revestimento, como primers e seladores.

Publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (29), a norma estabelece que esses produtos não poderão conter concentração igual ou superior a 90 partes por milhão (PPM) de chumbo, alinhando a legislação brasileira a padrões internacionais de proteção à saúde.

A lei prevê exceções para algumas tintas de uso industrial e marítimo, utilizadas, por exemplo, na prevenção da corrosão ou para impedir a fixação de organismos em embarcações. Nesses casos, o limite poderá chegar a 600 PPM.

Fabricantes e importadores que descumprirem as novas regras estarão sujeitos a sanções como notificação, apreensão dos produtos e multa equivalente ao valor da mercadoria apreendida.

As novas exigências passam a valer 12 meses após a publicação da lei. Produtos fabricados, importados ou com processo de importação iniciado antes desse prazo não serão atingidos pela mudança.

A legislação também revoga a Lei 11.762/2008, que permitia concentração de até 600 PPM de chumbo em tintas imobiliárias, vernizes, materiais de revestimento e produtos destinados ao uso infantil e escolar.

A norma teve origem no Projeto de Lei 3.428/2023, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), aprovado pelo Congresso Nacional neste ano.

Durante a tramitação no Senado, o relator da proposta, senador Laércio Oliveira (PP-SE), afirmou que a redução do teor de chumbo representa um avanço para a saúde pública ao diminuir a exposição ao metal tóxico, especialmente entre crianças, gestantes e outros grupos mais vulneráveis.

Segundo o parlamentar, a medida reduz uma fonte evitável de contaminação presente no ambiente cotidiano e aproxima o Brasil das recomendações internacionais para proteção da população.

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