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Comissão do Senado aprova adesão do Brasil a acordo internacional sobre aeronaves civis

O Texto amplia facilidades para o comércio no setor aéreo e será analisado pelo Plenário

17/06/2026 às 16h02 Atualizada em 17/06/2026 às 16h04
Por: Suylan Rikelme
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Divulgação: Redes Sociais
Divulgação: Redes Sociais

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (17), a proposta que autoriza a adesão do Brasil ao Acordo sobre Comércio de Aeronaves Civis da Organização Mundial do Comércio (OMC). O projeto segue agora para votação no Plenário da Casa.

O tratado tem como finalidade estimular o comércio internacional de aeronaves civis ao eliminar tarifas de importação sobre aviões, motores, peças e componentes, além de reduzir barreiras comerciais que afetam o setor.

O parecer favorável foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Segundo ele, a entrada do Brasil no acordo fortalece a participação do país no mercado global da aviação e amplia a competitividade da indústria nacional.

Além da isenção de tarifas para produtos ligados à aviação civil, o acordo estabelece medidas para reduzir barreiras não tarifárias, disciplina regras para compras governamentais e proíbe a concessão de subsídios às exportações do setor.

O tratado foi firmado em 1979, durante a Rodada Tóquio do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), e posteriormente incorporado às normas da Organização Mundial do Comércio. Atualmente, o acordo reúne 32 países e a União Europeia.

Dados apresentados no relatório apontam que o comércio global dos produtos abrangidos pelo tratado movimenta cerca de US$ 3,73 trilhões por ano. No Brasil, esse mercado representa aproximadamente US$ 41,4 bilhões anuais na balança comercial, tendo Estados Unidos, China, Alemanha e Argentina entre os principais parceiros comerciais.

Se a proposta for aprovada pelo Plenário do Senado, o Brasil passará a integrar o comitê internacional responsável por discutir e atualizar as regras do acordo, além de participar das decisões sobre a inclusão de novos produtos no tratado.

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