
Uma das seleções apontadas como favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026, Portugal decepcionou na estreia ao ficar no empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo, nesta quarta-feira (17), em Houston, pelo Grupo K do Mundial.
A equipe comandada por Roberto Martínez entrou em campo cercada de expectativas. Embalada por uma campanha dominante nas Eliminatórias e considerada candidata ao título, a seleção portuguesa era ampla favorita diante dos congoleses, que disputam sua primeira Copa do Mundo desde 1974.
O favoritismo, inclusive, se refletia nas projeções pré-jogo, que apontavam uma vitória confortável dos portugueses. No entanto, o Congo mostrou que está longe de ser apenas uma figurante no torneio. Apesar de possuir um elenco tecnicamente inferior e menos estrelado, a seleção africana apresentou organização tática, intensidade física e capacidade de competir em alto nível. Teve chances até de passar à frente do macador, mas pecou no último chute.
Portugal começou melhor e abriu o placar logo aos seis minutos do primeiro tempo. João Neves aproveitou cruzamento de Pedro Neto e cabeceou para o fundo das redes. A vantagem precoce indicava um caminho tranquilo para os europeus, que controlavam a posse de bola e ocupavam o campo ofensivo.
Com o passar dos minutos, porém, a seleção portuguesa perdeu intensidade e o jogo ficou burocrático. Bem posicionado defensivamente, o Congo neutralizou as principais ações ofensivas do adversário e passou a explorar as bolas paradas. A recompensa veio nos acréscimos da primeira etapa, quando Yoane Wissa apareceu livre após cobrança de escanteio para empatar a partida. O gol entrou para a história como um dos momentos mais marcantes da campanha congolesa no retorno ao Mundial.
Na segunda etapa, Portugal voltou a pressionar e colocou em campo nomes como Gonçalo Ramos e Rafael Leão em busca da vitória. Mesmo assim, encontrou dificuldades para furar o bloqueio africano. A defesa congolesa seguiu segura, enquanto o goleiro Dimitry Mpasi fez intervenções importantes para garantir o empate. Portugal chegou a fazer o segundo, mas a tecnologia apontou impedimento no lance.
Embora o resultado possa ser tratado como uma surpresa pelo peso das camisas, a atuação do Congo reforça que a equipe chegou ao Mundial com méritos. Os congoleses garantiram vaga após eliminarem adversários tradicionais do continente e retornaram à Copa depois de mais de cinco décadas mostrando competitividade e organização. Para Portugal, o empate representa um alerta logo na largada da competição.
A partida ainda foi um recorde para Cristiano Ronaldo, que se tornou o segundo da história a atuar em seis Copas do Mundo. Contudo, ficou apagado no jogo.
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