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Delegada ligada a caso de gari morto em BH tem licença médica prorrogada por mais 60 dias

Esposa do empresário acusado pelo assassinato de Laudemir Fernandes permanecerá afastada da Polícia Civil até agosto; PAD segue em andamento

11/06/2026 às 10h11
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino Nogueira teve a licença para tratamento de saúde prorrogada por mais 60 dias, conforme publicação desta quinta-feira (11) no Diário Oficial de Minas Gerais.

De acordo com o ato administrativo, a prorrogação passou a valer em 9 de junho. Com isso, a servidora permanecerá afastada das atividades na Polícia Civil até 9 de agosto.

Ana Paula é esposa do empresário René da Silva Nogueira Júnior, que responde na Justiça pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, assassinado a tiros em agosto de 2025 durante o trabalho de coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O trecho publicado no Diário Oficial informa: "Masp. 1.333.021-2, Ana Paula Lamego Balbino, Delegada de Polícia, 60 dias a partir de 09/06/26, em prorrogação".

A delegada está afastada das funções desde poucos dias após o crime. Caso não retorne às atividades após o término da nova licença, completará cerca de um ano longe do exercício do cargo.

Procedimento disciplinar continua

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que a concessão e a renovação de licenças para tratamento de saúde seguem a legislação vigente, mediante avaliação médica e observância dos procedimentos administrativos aplicáveis.

A corporação também informou que permanece em tramitação o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria-Geral da instituição para apurar a conduta funcional da delegada.

As investigações administrativas envolvem, entre outros pontos, o acesso ao sistema interno da Polícia Civil para consulta de informações relacionadas à ocorrência envolvendo o marido e eventuais condutas praticadas após o crime.

Relembre o caso

O gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto em 11 de agosto de 2025 enquanto trabalhava na coleta de resíduos em Belo Horizonte.

Segundo as investigações, René da Silva Nogueira Júnior teria se irritado com a interrupção momentânea do trânsito causada pela operação de coleta, discutido com trabalhadores da limpeza urbana e efetuado disparos contra a vítima.

O empresário foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual.

A acusação sustenta que a arma utilizada no crime pertencia à delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Os investigadores também apuram a suspeita de que uma arma diferente da utilizada no assassinato tenha sido apresentada às autoridades durante as apurações.

Em abril deste ano, a Justiça decidiu levar René a júri popular. Ele permanece réu no processo e aguarda julgamento.

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