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Pai é preso suspeito de matar filho de 3 meses; mãe também foi detida por omissão

Segundo a polícia, homem afirmou que se incomodou com o choro do bebê; caso ocorreu no bairro Jardim das Palmeiras, em Uberlândia

04/06/2026 às 10h36 Atualizada em 04/06/2026 às 10h44
Por: Cristiane Cirilo
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Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil/Divulgação

Um homem de 25 anos foi preso suspeito de matar o próprio filho, de três meses, após agredi-lo com socos e tapas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso ocorreu nesta quarta-feira (3), no bairro Jardim das Palmeiras.

Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito afirmou inicialmente que o bebê teria se engasgado com leite e passado mal. Ele disse ainda que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e recebeu orientações por telefone para tentar desengasgar a criança.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegar ao local, o médico do Samu identificou hematomas na região dos olhos e da testa do bebê, o que levantou suspeita de agressão. A PM foi acionada em seguida.

Ainda conforme o registro policial, o pai relatou que o filho apresentava uma condição na língua que dificultava a alimentação e que já havia passado por procedimento cirúrgico. Ele afirmou que as lesões poderiam ter ocorrido durante tentativas de socorro.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e informou que, inicialmente, não era possível determinar a causa da morte, solicitando exames complementares.

Em depoimento, o homem acabou confessando as agressões e disse que se incomodava com o choro da criança. Segundo o delegado Carlos Fernandes, ele também admitiu episódios anteriores de violência, incluindo o arremesso do bebê contra o berço.

A mãe da criança, de 22 anos, também foi presa suspeita de omissão. De acordo com a investigação, ela teria presenciado agressões anteriores sem intervir.

O casal foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema prisional. O homem deve responder por homicídio e agressões, enquanto a mulher pode responder por omissão.

Segundo a Polícia Civil, o casal tem outra filha, de 2 anos, que foi encaminhada para familiares. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e definir medidas de proteção.

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