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Justiça condena Jairinho a 43 anos de prisão no caso Henry Borel; Monique recebe perdão judicial

Ex-vereador foi considerado culpado por homicídio e tortura; mãe da criança teve pena substituída após desclassificação do crime para homicídio culposo

04/06/2026 às 11h17
Por: Cristiane Cirilo
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© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.

O julgamento, que durou 11 dias, é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense. A sentença foi lida pela juíza Elizabeth Machado Louro, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Jairinho foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo. Ele deverá cumprir pena em regime inicialmente fechado e também foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai da criança.

Na decisão, a magistrada destacou a violência e a “extrema periculosidade” atribuída ao réu.

Já a mãe de Henry, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio desclassificada para homicídio culposo. Ela também foi condenada por tortura por omissão, mas recebeu perdão judicial.

A juíza justificou a decisão afirmando que Monique já teria sido submetida a sofrimento suficiente, citando ainda o impacto do caso e a exposição pública.

Com isso, a pena de 1 ano e 4 meses foi considerada cumprida, já que ela estava em prisão preventiva.

A decisão encerra o processo em primeira instância sobre a morte de Henry Borel, ocorrida dentro do apartamento onde ele vivia com a mãe e o padrasto.

A defesa de Monique e o pai de Henry, Leniel Borel, já indicaram que pretendem recorrer da decisão.

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