
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nessa terça-feira (02), uma operação contra um grupo investigado por fraudes em plataformas de apostas online e por suspeita de lavagem de dinheiro. A ação foi realizada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais para quebra de sigilo e bloqueio de bens e valores. O patrimônio atingido pelas determinações da Justiça está estimado em cerca de R$1 milhão.
As apurações começaram em março de 2024, após solicitação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e são conduzidas pela 4ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam redes sociais, transmissões ao vivo e cursos divulgados como mentorias para atrair pessoas interessadas em apostas pela internet. A estratégia consistia em apresentar supostos lucros obtidos em contas de demonstração e prometer ganhos financeiros rápidos para convencer novos usuários a aderirem ao sistema.
Segundo a delegada Gabriella Maris Mello Pereira, responsável pelo inquérito, os indícios apontam que o grupo lucrava principalmente por meio de comissões geradas pelas perdas dos apostadores indicados por eles.
Uma das vítimas ouvidas durante a investigação informou ter acumulado prejuízo de aproximadamente R$200 mil.
Nas buscas realizadas pelos policiais, foram apreendidos uma caminhonete, um veículo esportivo de luxo, uma moto aquática, uma motocicleta elétrica, além de celulares, notebook, tablet, equipamentos eletrônicos e cerca de R$ 49 mil em espécie.
Todo o material recolhido passará por perícia para auxiliar na identificação da movimentação financeira dos investigados e na apuração de possíveis ramificações do esquema.
Conforme relatório do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil, foram identificadas transações financeiras consideradas incompatíveis com a renda informada pelos suspeitos, além da aquisição de bens de elevado valor.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente a atuação do grupo e identificar outros possíveis envolvidos no caso.
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