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Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser “adotada” por família

Segundo a Polícia Civil, suspeita viveu por mais de um ano com família em Joinville e usava identidade falsa para sustentar a farsa

03/06/2026 às 11h18
Por: Cristiane Cirilo
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Polícia Civil | Divulgação
Polícia Civil | Divulgação

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeita de estelionato e falsa identidade após se passar por uma adolescente de 12 anos e ser acolhida como filha por uma família durante cerca de 14 meses. Durante o período, ela chegou a receber uma festa de aniversário com tema infantil organizada pelos supostos familiares.

Segundo a Polícia Civil, a mulher se apresentava como “Gabriele” e convenceu a família de que era uma adolescente em situação de vulnerabilidade, alegando ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos. Ela foi presa na terça-feira (2).

De acordo com a investigação, a suspeita foi acolhida inicialmente por uma comunidade religiosa em Joinville após procurar ajuda em uma igreja local. Sem documentos e mantendo a versão de que era menor de idade, ela passou a ser auxiliada financeiramente por fiéis, até ser integrada à família que a recebeu como filha adotiva.

A polícia informou ainda que, ao longo do convívio, a mulher construiu uma narrativa de vulnerabilidade, afirmando ser vítima de abusos na infância e dizendo ter sido submetida ao uso forçado de hormônios, o que justificaria sua aparência física.

Para sustentar a farsa, ela também utilizava comportamentos infantis no dia a dia, como o uso de chupeta e mamadeira, além de um objeto conhecido como “cheirinho” para dormir. Segundo o delegado responsável pelo caso, a suspeita também simulava crises de pânico e alterava a voz para reforçar a impressão de que era uma criança.

A família chegou a preparar um quarto infantil para a suposta adolescente e realizou uma festa para celebrar o que acreditavam ser o aniversário de 12 anos. A mulher também teria recebido medicamentos e atenção médica durante o período em que viveu no local.

A investigação apontou ainda que a suspeita é reincidente nesse tipo de golpe, com registros semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

A descoberta do caso ocorreu após uma denúncia feita por um parente da família, que levou à abertura da investigação policial. A mulher foi presa e o caso segue sob apuração da Polícia Civil.

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