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Preço do barzinho dispara em BH e diferença entre os estabelecimentos passa de 300%

A pesquisa mostra aumento em bebidas e porções na Grande BH; mandioca frita lidera variação de preços

25/05/2026 às 10h56 Atualizada em 25/05/2026 às 10h57
Por: Suylan Rikelme
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Divulgação: Freepik
Divulgação: Freepik

Sair para o tradicional barzinho em Belo Horizonte e na Região Metropolitana está pesando mais no bolso do consumidor. Um levantamento realizado pelo MercadoMineiro em parceria com o aplicativo comOferta identificou diferenças expressivas nos preços cobrados por bebidas, drinks e porções, com variações que chegam a ultrapassar 300% entre um estabelecimento e outro.

A pesquisa analisou valores praticados em 73 bares da Grande BH entre os dias 18 e 22 de maio de 2026. O estudo também aponta que quase todos os produtos pesquisados ficaram mais caros na comparação com o mesmo período do ano passado. Os preços divulgados ainda não incluem os tradicionais 10% cobrados como taxa de serviço.

Entre as cervejas, a Bohemia de 600 ml apresentou a maior oscilação. A bebida foi encontrada por R$8 em alguns bares, enquanto em outros chegou a R$20,90. A Serramalte também apresentou diferença significativa, variando de R$12 a R$24,90.

Outras marcas bastante consumidas pelos frequentadores de bares também registraram diferenças relevantes. A Brahma foi localizada entre R$9,50 e R$19, enquanto a Heineken variou de R$15 a R$23. Já a Stella Artois long neck apresentou uma das maiores altas médias no período de 12 meses.

Os drinks acompanharam o movimento de alta. A caipirinha pode custar entre R$10,90 e R$31,50, dependendo do local escolhido. Já a caipivodka foi encontrada entre R$12,90 e R$36.

O levantamento também mostrou grande disparidade no preço do suco de laranja. O copo da bebida varia de R$6 a R$20, enquanto o refrigerante em lata pode custar entre R$5 e R$12.

Nas porções, os números chamam ainda mais atenção. A mandioca frita apresentou a maior diferença percentual da pesquisa, sendo vendida entre R$18,90 e R$79. O contra filé também teve forte oscilação, indo de R$49,90 até R$200.

A porção de picanha aparece entre os itens mais caros do levantamento, podendo custar de R$ 93,50 a R$ 290, além de registrar uma das maiores altas médias em relação ao ano anterior.

Segundo o MercadoMineiro, fatores como localização, estrutura e tradição dos bares ajudam a explicar as diferenças de preços encontradas na pesquisa.

A orientação para os consumidores é pesquisar antes de sair de casa, consultando cardápios digitais e aplicativos de comparação para evitar gastos acima do esperado.

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