
O Ministério de Minas e Energia iniciou o plano nacional de testes para avaliar a viabilidade técnica da ampliação da mistura de biodiesel no diesel comercializado no Brasil.
A medida foi formalizada por meio da Portaria Normativa nº 133/2026, publicada nesta semana, e faz parte da implementação da Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira.
O plano prevê testes com misturas superiores a 15% de biodiesel, podendo chegar a até 25%. Atualmente, o diesel vendido no país utiliza percentual inferior ao que será avaliado nos estudos.
Segundo o governo federal, os ensaios irão analisar desempenho mecânico, emissões, durabilidade de motores, estabilidade do combustível e compatibilidade de materiais em veículos e equipamentos movidos a diesel.
A fase experimental começou oficialmente na quarta-feira (20), com a chegada do primeiro motor que será submetido aos testes no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. Ao todo, 16 laboratórios participam da iniciativa.
O projeto reúne representantes do governo, montadoras, fabricantes de motores, universidades, centros de pesquisa, distribuidoras e produtores de combustíveis. O objetivo é reunir dados técnicos que subsidiem futuras decisões sobre eventual ampliação da mistura obrigatória de biodiesel.
O governo afirma que o aumento dos teores de biodiesel acima de B15 depende de comprovação prévia de viabilidade técnica, conforme exigência prevista na legislação.
Além dos testes laboratoriais, o Ministério de Minas e Energia também negocia parceria com a Universidade de Brasília para realização de ensaios em motores estacionários usados na geração de energia elétrica.
As próximas etapas incluem envio de veículos, motores e combustíveis específicos para os laboratórios participantes, além da consolidação da logística de certificação e acompanhamento dos testes.
O debate sobre ampliação do biodiesel ganhou força nos últimos anos em meio à estratégia do governo de ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir emissões de gases de efeito estufa e estimular a indústria nacional de biocombustíveis.
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