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Preço da cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras pelo segundo mês seguido

Leite, feijão, tomate e carne pressionaram os custos; São Paulo registrou a cesta mais cara do país

11/05/2026 às 20h36
Por: Adriana Santos
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📷 Valter Campanato/Agência Brasil
📷 Valter Campanato/Agência Brasil

O custo da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o mês de abril, mantendo a tendência de alta observada no mês anterior. O levantamento é da Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

As maiores variações mensais foram registradas em Porto Velho, com aumento médio de 5,60%, seguida por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

 

No acumulado de 2026, todas as capitais também apresentaram alta no valor médio da cesta básica. As elevações variaram entre 1,56% em São Luís e 14,80% em Aracaju.

 

Entre os produtos que mais impactaram os preços está o leite integral, que teve reajuste em todas as cidades analisadas. Em Teresina, a alta chegou a 15,70%. Segundo o estudo, a redução da oferta no campo durante a entressafra contribuiu para o aumento dos derivados lácteos.

 

O feijão apresentou aumento em 26 capitais, enquanto o tomate ficou mais caro em 25 cidades brasileiras. Fortaleza registrou uma das maiores altas para o produto, com avanço de 25%. Já Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram as únicas capitais onde houve queda no preço do tomate.

 

O levantamento também apontou aumento nos preços do pão francês, café em pó e carne bovina de primeira em 22 das 27 capitais pesquisadas.

 

A cesta básica mais cara do país foi novamente a de São Paulo, com custo médio de R$ 906,14 em abril. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

 

Entre as capitais com menores valores médios estão Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

 

Com base no custo da cesta mais cara do país e considerando as despesas básicas previstas na Constituição, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer deveria ser de R$ 7.612,49, equivalente a 4,7 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.

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