
O líder do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Professor Cleiton, protocolou pedidos de providências junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e à Controladoria-Geral do Estado (CGE) para apurar possíveis irregularidades envolvendo um termo de parceria firmado pelo Governo de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, o objetivo é investigar eventual relação entre o contrato e operações de lavagem de dinheiro atribuídas a uma fintech investigada por supostas conexões com facções criminosas.
De acordo com o documento apresentado pelo deputado, o termo de parceria foi firmado em 17 de março deste ano, durante a gestão do governador Romeu Zema, do Partido Novo. O acordo foi celebrado com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) e prevê valor estimado em R$ 237,6 milhões ao longo de dois anos.
O requerimento menciona que Adair Meira, apontado como operador ligado ao contrato, foi preso pela Polícia Civil no âmbito de investigação sobre lavagem de dinheiro relacionada ao crime organizado.
No pedido encaminhado aos órgãos de controle, o deputado também solicita apuração de eventuais vínculos entre a fintech investigada, a Secretaria de Estado da Fazenda, a contratação da empresa EverGreen Energy, regimes especiais tributários concedidos a doadores de campanha e refinanciamentos envolvendo empresas devedoras do Estado de Minas Gerais.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso nem manifestação oficial dos órgãos citados sobre eventual abertura de investigação.
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