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Exportações brasileiras para os EUA caem 11,3% após tarifas de Trump

Vendas para a China avançam 32,5% em abril e ampliam superávit comercial brasileiro com o país asiático

08/05/2026 às 09h53
Por: Vitória Carneiro
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Divulgação: Correio do Povo
Divulgação: Correio do Povo

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 11,3% em abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o levantamento, as vendas brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,121 bilhões em abril, contra US$ 3,517 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

As importações de produtos dos Estados Unidos também recuaram no período, com queda de 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.

Com o resultado, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

De acordo com o Mdic, esta foi a nona queda consecutiva das exportações brasileiras para os Estados Unidos desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente Donald Trump em meados de 2025.

Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o ministério estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda permanecem sujeitas às tarifas impostas pelos norte-americanos.

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril.

Segundo a Secex, o Brasil exportou US$ 11,610 bilhões para o mercado chinês no mês passado, frente aos US$ 8,763 bilhões registrados em abril de 2025.

As importações vindas da China também avançaram, com alta de 20,7%, chegando a US$ 6,054 bilhões.

O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com os chineses apenas em abril.

No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras para a China cresceram 25,4% e somaram US$ 35,61 bilhões.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números mostram uma recuperação gradual do fluxo comercial brasileiro com os Estados Unidos, apesar dos impactos tarifários ainda presentes.

 
 
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